Fazer um intercâmbio é, incontestávelmente, um investimento no futuro de qualquer cidadão. E, diferente do que muita gente imagina, dá para pensar em extrapolar as fronteiras mesmo depois de adulto ou até mesmo na terceira idade. São os chamados programas culturais, de trabalho e de idiomas que, apesar de dirigidos a grupos específicos, não exigem idade limite.
Porém, um dos programas mais procurados é o dirigido a alunos do ensino médio (High School), que precisam ter entre 15 e 18 anos. "Embora seja um momento de sofrimento para os pais, há muito crescimento para os estudantes. Eles terão de aprender a fazer suas próprias escolhas", diz Mônica Oliveira, proprietária da Central de Intercâmbio (CI) em Curitiba.
Ela conta que existem até mesmo programas para crianças (Júnior) a partir de 8 anos, embora os pais ainda não se sintam bastante seguros para mandá-los ao exterior com tão pouca idade. Aos estudantes universitários estão destinados os programas de trabalho de férias (Work Travel). Nesse caso, o objetivo é o de obter experiência cultural e de trabalho, mas o estudante deve ter conhecimento intermediário de um idioma. No país escolhido ele terá chance de trabalhar em cassinos, resorts e estações de esqui, sendo remunerado pela atividade.
Melhor idade
No Brasil, os programas voltado para a terceira idade ou culturais estão começando a ter maior procura. Especialmente quando ligam a língua estrangeira a atividades como golfe, culinária da região visitada, cinema ou ópera. Executivos também podem encontrar espaço para o intercâmbio. Para eles, existem programas de idiomas voltados à profissão. Mônica acredita que pessoas de qualquer idade terão grande aproveitamento desde que escolham o programa que melhor se adapte ao que elas buscam. "Com exceção do programa de ensino médio, qualquer outro vai exigir apenas um espírito jovem", diz.
No limite
Ao chegar na idade limite para participar do programa de intercâmbio do ensino médio, Luis Guilherme Umezawa Tesser (foto) agarrou a chance de estudar no exterior. Ele acaba de regressar de Wellington, na Nova Zelândia, com uma grande experiência na bagagem. "A gente volta com a cabeça bem mais aberta e o inglês afiado", diz. Luis Guilherme ficou dez meses naquele país e recebeu todo o incentivo dos pais.
"Eles sabiam que seria importante para mim nesta fase da vida, mas deixaram claro que eu poderia voltar antes do tempo se quisesse". Mas o estudante, que fez o terceiro ano do ensino médio em uma escola de Wellington, nem pensou nesta hipótese. Queria mesmo continuar lá, se isso fosse possível. "Nas duas primeiras semanas de aula eu me perdia um pouco, mas depois já consegui acompanhar tudo", afirma, acrescentando que considerou o ensino neo-zelandês menos puxado do que no Brasil.
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