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Exterior

Intercâmbio atrai milhares de brasileiros para estudo e trabalho

Incrementar o currículo, treinar línguas, conhecer outras culturas e ter um crescimento pessoal. Tudo isso é possível com um intercâmbio. Seja qual for a opção – curso de línguas, high school, trabalho temporário –, consultores da área dizem que a experiência será sempre proveitosa. De acordo com a associação de agências de intercâmbio Brazilian Educational & Language Travel Association (Belta), houve uma retomada do setor em 2004 – cerca de 42 mil estudantes na faixa de 18 a 30 anos foram ao exterior. A expectativa é que esse número aumente cerca de 30% neste ano.

Para a diretora de operações da Belta, Maura de Araújo Leão, isso ocorre porque as pessoas buscam cada vez mais uma forma de se destacarem na profissão. "O fato da pessoa ter experiência no exterior vai trazer à tona algumas habilidades, como lidar com situações adversas e a ter paciência para entender culturas diferentes. O desenvolvimento da tolerância facilita o trabalho em equipe, coisa que é muito valorizada pelos empregadores", acrescenta.

Outro fator que pesa no currículo é a fluência em línguas. "Muitas empresas já consideram a fluência em inglês um requisito básico, e dão preferência para quem fala outro idioma além desse", relata o sócio da Global Mission, José Fedalto, que atuou por 18 anos na área de intercâmbio da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). A experiência também conta pontos para quem tem interesse em trabalhar em uma multinacional. "Independente do nível de intercâmbio, seja de línguas, high school ou já na universidade, a exposição internacional é fundamental em um mundo globalizado", diz.

Além de turbinar o currículo, o intercâmbio ajuda no desenvolvimento pessoal. "Quando se está fora do ambiente rotineiro, em um lugar onde há língua e cultura diferentes, ocorre uma progressão natural do auto-conhecimento e do auto-controle", observa Maura. Segundo ela, mesmo quando o intercambista encontra problemas, o programa é benéfico. "Ele sempre vai poder tirar algum proveito das experiências que teve", afirma.

Opções de intercâmbio

Cursos de idiomasFeitos especialmente para estrangeiros. O aluno deve fazer um teste para saber em que nível entrar. Alguns cursos são voltados para negócios, outros alternados com atividades esportivas ou culturais (fotografia, culinária, etc).

High SchoolPara jovens de 14 a 18 anos, que pretendem passar um semestre ou um ano no exterior. O estudante deve estar matriculado em uma escola de ensino médio no Brasil e, na volta, os créditos estudados lá fora devem ser validados aqui.

Au pairTrabalho em casa de família para cuidar de crianças, dirigido a mulheres com ensino médio e idade entre 18 e 29 anos. O au pair recebe moradia, alimentação, além de salário. A maioria dos programas estão concentrados na Alemanha, Estados Unidos, França e Holanda e duram 6 ou 12 meses.

Estágios (Work Travel)Podem ser remunerados ou não. Os do primeiro caso são oferecidos para universitários em período de férias, principalmente nos Estados Unidos ou Canadá. As vagas em geral são em turismo e hotelaria. Entre os estágios não-remunerados, os jovens recrutados são universitários, que devem trabalhar em sua área de estudo.

GraduaçãoÉ possível fazer o ensino superior (ou parte dele) no exterior. Cada país tem uma forma de ingresso nas universidades e por isso é necessário pesquisar com antecedência. Todos pedem um certificado de proficiência na língua.

Extensão e especializaçãoPara graduados. Podem durar de seis meses a três anos e oferecem qualificações profissionais, mas não dão titulação (mestrado ou doutorado), apenas certificados.

Pós-graduaçãoEquivalem ao mestrado e doutorado no Brasil. É possível fazer todo o programa no exterior ou apenas uma parte.

MBAEstados Unidos, Inglaterra e França concentram os cursos com qualidade reconhecida. São cerca de dois anos e é necessário que o estudante se dedique em tempo integral.

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