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Eleições 2026

Deltan diz que decisão de Zanin favorece Lula e questiona distribuição de ação no STF

Eleito ao Senado, Deltan Dallagnol aguarda julgamento no TSE.
Na avaliação de Deltan Dallagnol, a decisão gera insegurança jurídica porque algumas seções eleitorais já haviam encerrado a votação quando o ministro anunciou a prorrogação, perto das 17h. (Foto: Hedeson Alves/EFE)

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O senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR) criticou neste domingo (25) a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de estender até as 19h o horário de votação do segundo turno das eleições presidenciais.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Dallagnol afirmou que a medida favorece o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e questionou a distribuição do processo no Supremo.

“A decisão do ex-advogado Lula e ministro do Supremo, Cristiano Zanin, que prorrogou a votação por duas horas em todo o país, não só atropelou o TSE, mas atropelou a regra do próprio presidente do STF, que proibia a distribuição direcionada de pedidos para ministros”, declarou.

Dallagnol também afirmou que o PT teria direcionado a reclamação para Zanin e questionou a rapidez da decisão.

O ex-procurador citou a Resolução 921/2026, publicada pelo presidente do STF, Edson Fachin, em 2 de outubro.

A norma estabelece procedimentos para reforçar a distribuição aleatória de petições incidentais e impedir que novos pedidos cheguem automaticamente às mãos de um ministro específico.

Dallagnol fala em insegurança jurídica

Na avaliação de Dallagnol, a decisão gera insegurança jurídica porque algumas seções eleitorais já haviam encerrado a votação quando o ministro anunciou a prorrogação, perto das 17h.

“Você vai estender a votação onde ajuda o Lula e o PT, mas não nos outros estados”, afirmou.

O senador eleito também classificou o episódio como parte de uma sequência de abusos judiciais e interferências de ministros do STF nas eleições.

Zanin esclarece alcance da decisão após manifestação do TSE

Zanin concedeu a liminar após a coligação de Lula apresentar uma reclamação relacionada a dificuldades no transporte público em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, na Bahia.

A ação apontou descumprimento de decisões judiciais sobre a oferta de transporte gratuito aos eleitores.

Inicialmente, o ministro determinou a extensão do horário de votação até as 19h em todas as seções eleitorais do país. A decisão provocou uma interrupção temporária na divulgação dos resultados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Após discutir como cumprir a ordem, o presidente do TSE, ministro Nunes Marques, orientou que a votação continuasse até as 19h apenas nas seções cujas urnas ainda permaneciam abertas.

Zanin também esclareceu que os votos das seções já encerradas seriam computados e totalizados normalmente, sem necessidade de reabrir as urnas.

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