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O ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares publicou nas redes sociais um vídeo em que recebe um abraço do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante um evento do governo em Catalão (GO). Alvo do Mensalão e da Operação Lava Jato, Delúbio chegou a ser expulso do partido em 2005, mas foi reintegrado em 2011.
As imagens mostram o presidente acompanhando a inauguração do Campus Catalão do Instituto Federal Goiano, nesta terça-feira (2), quando reconheceu Delúbio na plateia, foi até ele e o abraçou.
“Lula me viu de longe e veio até mim. Nos conhecemos nos anos 70, na luta, e somos amigos e companheiros desde então”, afirmou o ex-tesoureiro na legenda da publicação.
Assim como o ex-ministro José Dirceu (PT), Delúbio é pré-candidato a deputado federal por Goiás nas eleições deste ano.
“Nunca deixei de cumprir nenhuma missão dada por ele e pelo PT. Por isso, sou pré-candidato a deputado federal, com a missão de ajudá-lo a governar e a melhorar a vida do povo", enfatizou o ex-tesoureiro.
Ele disse ter ficado emocionado com o gesto do chefe do Executivo. “Encontrá-lo aqui, no terceiro mandato, inaugurando obras para melhorar Goiás… não tem como conter a emoção”, ressaltou.
Delúbio foi alvo do Mensalão e da Lava Jato
Delúbio Soares é um dos fundadores do PT e da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Durante o primeiro mandato de Lula, ele foi apontado como um dos principais operadores do esquema de compra de apoio político no Congresso.
Em 2012, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Delúbio a 6 anos e 8 meses de prisão por corrupção ativa no processo do Mensalão. Em 2016, o ministro Luís Roberto Barroso, hoje aposentado, concedeu indulto ao petista por considerar preenchidos os requisitos legais para a concessão do benefício.
Em março de 2017, Delúbio foi condenado a 5 anos de prisão pela 13º Vara Federal de Curitiba, conduzida pelo então juiz Sergio Moro, na Operação Lava Jato. O ex-tesoureiro foi acusado pelo suposto crime de lavagem de dinheiro na ocasião.
No entanto, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou essa condenação em 2023 após considerar que Moro não era competente para julgar o caso. Livre dos processos na Justiça, Delúbio anunciou que pretendia disputar as eleições de 2026 em outubro do ano passado.
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