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Eleições 2026

Extensão do horário de votação teve 35 mil votos entre 17h e 19h, aponta levantamento

Urna eletrônica
Dados dos registros eletrônicos de 497 mil urnas mostram que 35.521 votos para presidente foram computados depois das 17h. (Foto: Antônio More/Gazeta do Povo / arquivo)

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Um levantamento baseado nos registros eletrônicos das urnas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) identificou 35.521 votos para presidente registrados depois das 17h deste domingo (25), durante o segundo turno das eleições de 2026. A votação foi prorrogada por decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido das candidaturas do PT e PL e autorizou o funcionamento das seções eleitorais ainda abertas até as 19h.

Segundo apuração do site G1 publicada nesta segunda-feira (26), do total de votos identificados, 30.866 votos pertencem a seções eleitorais cuja transmissão aparece como “Totalizado”, enquanto outros 4.655 estão em locais cujos dados ainda dependiam de validação. O levantamento analisou os registros de 497.897 seções eleitorais em todo o país.

À Gazeta do Povo, o TSE confirmou a metodologia utilizada pela apuração, mas evitou se pronunciar sobre os números levantados.

Segundo o G1, os números foram obtidos a partir dos chamados logs das urnas, arquivos que registram automaticamente os acontecimentos durante o funcionamento dos equipamentos, incluindo os horários de início e encerramento da votação e as confirmações dos votos. Esses documentos permitem identificar quando os votos foram registrados, mas não revelam em qual candidato o eleitor votou.

A decisão de Zanin ocorreu pouco depois das 17h, quando milhares de urnas já haviam encerrado a votação e não poderiam ser reabertas. O ministro determinou que a prorrogação valesse apenas para as seções que ainda estavam funcionando, após pedidos apresentados pelas campanhas de do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

A campanha petista alegou dificuldades no transporte público, com redução da frota de ônibus, longas esperas e cobrança indevida de passagens em diferentes regiões do país. Em São Paulo, por exemplo, a equipe de Lula afirmou que aproximadamente 60% dos ônibus estavam circulando na capital, apesar de uma determinação judicial para disponibilizar toda a frota.

Já a campanha de Flávio Bolsonaro pediu mais duas horas de votação em municípios de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Santa Catarina. O pedido apontava problemas provocados por fortes chuvas, enchentes e falta de energia elétrica em locais de votação.

Após a divulgação do resultado, o senador Flávio Bolsonaro questionou a decisão judicial e afirmou que não reconheceria a vitória de Lula, anunciando que recorreria à Justiça para pedir a anulação da eleição.

“É impossível, é impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram”, declarou o candidato.

O presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, no entanto, confirmou a vitória de Lula e afirmou ter segurança no processo eleitoral. Segundo ele, como a decisão de prorrogar a votação foi tomada depois das 17h, o tribunal precisou bloquear temporariamente o recebimento dos boletins de urna para preservar a segurança da apuração.

“Como a decisão foi proferida após as 17h, milhares de urnas no Brasil já estavam encerradas e a sua programação impede a reabertura”, explicou Nunes Marques.

O ministro também afirmou que o bloqueio foi necessário para garantir que as informações dos boletins não fossem conhecidas antes da retomada da totalização dos votos.

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