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O ex-candidato ao governo do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) reconheceu nesta quinta-feira (8) a decisão da Justiça Eleitoral que pode encerrar a disputa estadual no primeiro turno.
Em publicação nas redes sociais, o ex-prefeito do Rio afirmou que respeita a decisão judicial, embora tenha defendido que a maioria dos eleitores fluminenses desejava um segundo turno.
“E decisão judicial a gente respeita. É assim que funciona a democracia”, escreveu Paes.
A manifestação ocorreu após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin rejeitar o pedido da coligação do candidato para garantir uma nova rodada contra Douglas Ruas (PL).
Paes também agradeceu aos mais de 3,7 milhões de eleitores que votaram nele e afirmou que manterá o compromisso com a população fluminense.
“O PSD e o nosso grupo político seguirão vigilantes, acompanhando e cobrando resultados de um governo que representa a continuidade do grupo político que está no poder há oito anos”, declarou.
O candidato ainda agradeceu à vice de sua chapa, Jane Reis, aos partidos aliados, aos prefeitos, às lideranças políticas e aos voluntários que participaram da campanha. Também destacou a votação que recebeu na capital fluminense, onde governou por quatro mandatos.
Justiça deve confirmar vitória de Douglas Ruas
A decisão de Zanin ocorreu após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anular os 274.411 votos recebidos por Anthony Garotinho (Republicanos) no primeiro turno, realizado no domingo (4).
Por cinco votos a dois, os ministros determinaram a retotalização dos votos, o que deve garantir a vitória de Ruas ainda na primeira etapa da eleição.
Ruas recebeu 4.271.199 votos, equivalentes a 49,27% dos votos válidos. Paes ficou em segundo lugar, com 3.706.984 votos (42,76%).
Com a exclusão dos votos de Garotinho, o percentual de Ruas sobe para 50,88%, acima do mínimo necessário para vencer no primeiro turno.
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) fará a retotalização neste sábado (10). O procedimento deve oficializar o resultado e dispensar o segundo turno, inicialmente marcado para 25 de outubro.
Por que o TSE anulou votos de Garotinho
O TSE decidiu por 5 votos a 2 anular definitivamente os votos de Garotinho. A Corte também rejeitou, por unanimidade, o pedido do candidato para desistir do recurso depois da votação.
O tribunal manteve o indeferimento do registro de candidatura porque Garotinho não preenchia as condições de elegibilidade relacionadas ao pleno exercício dos direitos políticos e à filiação partidária.
A decisão determinou que seus votos deixassem de integrar a base de cálculo da votação válida.
O caso chegou ao TSE depois que o TRE-RJ indeferiu o registro de Garotinho em setembro.
A decisão considerou a suspensão dos direitos políticos do ex-governador em razão de uma condenação por improbidade administrativa.
Garotinho recorreu e manteve a campanha até o primeiro turno, enquanto a Justiça Eleitoral analisava o recurso.
Dois dias antes da votação, o ministro Floriano de Azevedo Marques havia determinado que os votos de Garotinho fossem considerados “anulados sub judice” enquanto o processo permanecesse sem decisão definitiva.







