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O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (NOVO), voltou a atacar o Supremo Tribunal Federal no lançamento do plano de governo, nesta quinta-feira (16) em São Paulo. Segundo o pré-candidato à Presidência, seu primeiro ato, se eleito, seria propor ao Congresso Nacional um “novo STF”.
“A primeira coisa que vou fazer é acabar com a farra dos intocáveis. Minha primeira medida será propor ao Congresso um novo Supremo, um Supremo em que os ministros prestem contas dos seus atos”, declarou Zema.
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Entre os termos desta nova Corte, o mineiro sugere uma idade mínima de “60 anos” para ministros e um mandato de 15 anos, que seriam a “coroação de uma carreira” jurídica. Zema ainda declarou que vai propor acabar com a “hipocrisia” da maioridade aos 18 anos e punir “crime de adulto com pena de adulto”.
Embate com Gilmar Mendes
Zema tem feito declarações públicas contra o STF desde que o decano Gilmar Mendes o atacou por suposta ingratidão após decisões favoráveis em relação às negociações de dívidas públicas de Minas Gerais com a União. Zema afirmou que está surpreso por achar que as decisões do STF estariam vinculadas a “princípios constitucionais”, não conluios políticos.
“Ele deu uma decisão favorável a Minas Gerais, e agora descobri que foi um favor para eu ser submisso a ele pelo resto da vida”, ironizou Zema na quarta.
Gilmar Mendes publicou em sua conta no X as críticas ao gestor de Minas Gerais. “É, no mínimo, irônico ver quem já geriu o Estado de Minas Gerais atacar o STF e seus membros após ter, durante sua gestão, solicitado ao Tribunal medidas que permitiram ao governo estadual adiar, por meses, o pagamento de parcelas de sua dívida com a União”, escreveu.
Diretrizes econômicas
Nesta quinta-feira Zema lançou também seu plabo econômico para uma eventual eleição. O tom das propostas tem uma forte inspiração liberal, que é a marca ideológica do ex-governador de Minas e do seu partido.
Em uma entrevista à Gazeta do Povo, o economista da campanha de Zema informou que o ajuste fiscal de Zema deve ser um dos primeiros pontos a serem implementados, devido ao descontrole das contas públicas no país.
“O Brasil está quebrado por conta da irresponsabilidade fiscal do governo. Sem isso, não adianta fazer nenhuma das outras coisas. É uma condição necessária, prioritária e antecedente a todas as outras”, ressaltou Costa.
Ele elencou os cinco pilares do plano do presidenciável do Novo para a reforma econômica do Estado brasileiro:
- Facilitar compra e venda com o mundo.
- Acabar com o “custo Brasil”
- Empreender tem que ser simples
- Fazer o governo caber no bolso do brasileiro
- Reduzir os juros e a inadimplência











