
Mesmo com a enxurrada de críticas recebidas após a derrota por 3 a 0 para o Atlético-MG, sábado, na estreia do Brasileiro, o técnico Adilson Batista segue defendendo com veemência ter feito o que era necessário ao encher o time de volantes. Mais do que isso. Para o treinador, o seu time não fez uma partida tão ruim.
"Vamos analisar a derrota. Foi horroroso? Jogou mal? Ficou com medo, só lá trás chutando a bola para frente? É isso que temos de analisar", questionou ontem o treinador. Para ele, o time tocou bem a bola, sofreu poucos contra-ataques e conseguiu controlar a partida, mas acabou sofrendo os três gols em desatenções dos jogadores.
O que se viu na Arena do Jacaré, no entanto, foi a equipe com quatro volantes em campo mesmo que o técnico classifique Cléber Santana como meia e apenas um atacante (Guerrón). Mesmo assim, teve falhas defensivas e deu muito espaço ao adversário.
"Fiz [o que tinha de ser feito]. Mesmo contrariando alguns que acham que entendem mais do que quem jogou bola, estuda, vivencia e está no dia a dia", ironizou Adilson. "Cobram um centroavante de área. O Atlético-MG tinha dois atacantes rápidos. Fez o gol de cabeça, alguém não marcou, dormiu, mas isso vai ser passado internamente", disse, acrescentando que não abrirá mão de atuar com pelo menos três volantes.
Diante da quantidade de críticas, o treinador foi questionado se todos os comentaristas estariam equivocados. "Não é a questão que todo mundo está errado. Agora o Barcelona perde um jogo, o Mascherano está jogando de zagueiro e o Puyol de lateral-esquerdo. Está errado?", questionou o técnico, mesmo antes da hipotética derrota do Barça. "Eu já vi cornetar o treinador que estava ganhando tudo recentemente. Aí perdeu dois jogos e já está tudo errado", disparou, referindo-se ao técnico do Coritiba, Marcelo Oliveira.
Confiante de que a situação vai melhorar, começando por uma vitória contra o Grêmio no domingo, Adilson não poupou os críticos. "A cultura é da fofoca, da desgraça, do lado ruim. Isso vende", discursou, para depois dizer que está aberto aos questionamentos. "Não tem que ter medo [de perguntar]. Sempre fui aberto ao diálogo. O problema é que vou me manifestar porque estou vendo e fazendo. Não tem invenção ali", afirmou.



