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Série B

Depois de roer osso, família quer alcatra

Pacto leva pai e dois filhos a todos os jogos do Coxa, da queda ao acesso

  • PorFlávio Miranda
  • 14/11/2007 21:11

Alviverdes

Mudanças – O volante Veiga e os zagueiros Henrique e Anderson Lima, suspensos contra a Lusa, estão à disposição de René para a partida que pode dar o título da Série B para o Coritiba, amanhã, às 20h30, contra o Marília, no Alto da Glória. Por outro lado, agora são o lateral-direito Ivo e o centroavante Gustavo que desfalcarão o time por suspensão.

Ingressos – Estão à venda desde ontem no Couto Pereira os ingressos para o último jogo do Coritiba na Série B. Os preços são os mesmos de todo o campeonato: a arquibancada custa R$ 20, cadeira Mauá R$ 30 e cadeira superior R$ 100.

Para uma família da Barreirinha, bairro da região norte de Curitiba, o retorno do Coritiba à Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro representa mais do que um objetivo perseguido obsessivamente nos últimos dois anos. A volta do Alviverde à elite do futebol nacional, alcançada há 12 dias, é para ela o fruto de um pacto firmado no dia 4 de dezembro de 2005, quando a queda do Coxa à Série B foi consumada.

Naquele dia, a manifestação da torcida – que, apesar da vitória por 1 a 0 contra o Internacional no Couto Pereira, testemunhava o rebaixamento do Alviverde e mesmo assim cantava o seu amor pelo clube – fez um pai e seus dois filhos mais velhos transformarem a frustração em promessa. "Ficamos muito tristes, mas pensamos juntos: se nós realmente adoramos esse time vamos provar isso nesse momento difícil", lembra o vendedor Alexandre Padilha, de 26 anos.

Ele firmou um pacto com o pai, o padeiro José Padilha, 46, e com o irmão, o repositor de supermercado Marcelo Padilha, 19. Para ver o Coxa de volta à Série A, decidiram fazer algo que, para eles, está longe de ser uma penitência: assistir a todos os jogos do Coritiba no Alto da Glória. Nesse período de quase dois anos de promessa, não houve gripe ou tempo ruim que fossem páreos para a determinação do trio, que acompanhou religiosamente cada partida do Verdão no seu reduto, tanto no Brasileiro como no Paranaense.

Dois amigos costumam acompanhar os três no Couto Pereira. O grupo tem um "cantinho da sorte" no estádio. "Quando conseguimos ficar no nosso lugar, no primeiro anel da curva de entrada, próximo do fosso e da bandeirinha de escanteio da reta da Mauá, o time sempre ganha", ressalta José, o patriarca. Esse ano, um valioso troféu foi conseguido dali. "Guardamos uma bola, que rolou no gramado do Couto e foi chutada pelos jogadores do Coxa", diz José, lembrando da redonda que caiu no fosso durante um jogo e foi "resgatada" por Marcelo.

A bola é guardada como relíquia na casa da família, que teve um dos seus quartos transformado em templo coxa-branca, onde estão todos os cartões dos ingressos da jornada na Segunda Divisão acompanhada de perto. É a prova da fidelidade ao pacto.

À espera da confirmação do título na partida de amanhã contra o Marília, a família quer aumentar o acervo de ingressos como lembrança. "Se roemos o osso na Série B, agora queremos a alcatra na Série A", diz Alexandre. Para ele, o segredo da ascensão Coxa não está apenas no pacto da família, mas na multiplicação de atitudes semelhantes entre os alviverdes. "Esse mérito é todo da torcida que nunca abandona", destaca.

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