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Série B

Diante do Goiás, Tricolor tenta acertar a pontaria

Segundo time que mais arrisca chutes a gol na Série B, Tricolor tem apenas o 10º ataque em eficiência. Dificuldade que faz Ricardinho testar nova formação hoje

Wellington Silva prepara o chute durante treino na Vila diante do goleiro Thiago Rodrigues | Marcelo Andrade/ Gazeta do Povo
Wellington Silva prepara o chute durante treino na Vila diante do goleiro Thiago Rodrigues (Foto: Marcelo Andrade/ Gazeta do Povo)

Dono de um time que muito chuta, mas pouco marca, o Paraná continua sua saga em busca da linha de frente ideal. O capítulo agora terá do outro lado do campo o Goiás, na Vila Capanema, às 16 h.

Embora seja a segunda equipe que mais finaliza na Série B (322 conclusões, somente uma a menos do que o líder Vitória), o Paraná anotou 27 gols e detém apenas o 10.º ataque da competição, contra 36 tentos dos baianos, que só perdem para o Criciúma (48) no quesito.

Na prática, significa que, de 12 tentativas para vencer os goleiros, o Tricolor só consegue colocar uma no fundo da rede. Já o Vitória precisa de nove arremates para alterar o placar a seu favor.

"Realmente, finalizamos bastante e na direção do gol. Mas ou a gente combina com o goleiro adversário ou aumenta o tamanho do gol", ironiza, bem-humorado, Ricardinho.

Satisfeito com a atuação paranista no empate com o Guarani, na última terça-feira, apesar do marcador não ter saído do zero, o treinador decidiu mexer pouco na equipe para o duelo contra o Goiás – isso porque voltam Lúcio Flávio e Fernandinho, suspensos na rodada anterior.

Com isso, o atacante Ar­­thur, titular em 18 das 19 rodadas em que esteve à disposição – diante do Bugre estava suspenso pelo terceiro cartão amarelo – cede novamente a vaga para Wellington Silva.

Arthur, aliás, é protagonista – para o bem e o para o mal – da incômoda estatística tricolor. Ele é o jogador que mais finaliza na equipe e o 13.º de toda a Série B (46 vezes), mas só acertou a direção do gol em 16 tentativas. Destas, superou o goleiro em apenas cinco ocasiões e desde a 11.ª rodada não sabe o que é balançar as redes.

"O Wellington tem uma presença boa, é um ponto de referência, incomoda os zagueiros. Não podemos esperar uma técnica apurada, mas ele briga muito, protege bem a bola", avalia Ricardinho, justificando a troca.

"Ter um homem de área é interessante, mas o Ricardinho utiliza quem está em um momento melhor. Eu espero dar sequência e, se sobrar uma bola, marcar um gol. Pode ser de cabeça, de barriga, até de mão: o que vale é a vitória", concorda Wellington Silva, que, assim como contra o Bugre, terá Geraldo e Marquinhos como companheiros de frente. "O Geraldo tem bastante qualidade, é um jogador agudo, veloz, e vai fazer boas jogadas para sair o gol."

Mudando um pouco a característica ofensiva do time – passando a explorar, so­­bretudo, a velocidade nas laterais, em vez do toque de bola pelo meio do campo – Ricardinho resumiu as alterações em clima "matrimonial": "Temos de extrair o melhor. O Wellington é o mais próximo que temos de um homem de área. O Geraldo e o Marquinhos não são jogadores de criação, eles são lançados, do meio pra frente. É como um casamento, temos de casar as características."

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