Quando começou a ser questionado sobre sua permanência, Rodrigo Caetano prometeu que essa questão não se tornaria uma novela. Mas não foi o que aconteceu. Especulações em torno de seu nome, negociações longas com a diretoria cruzmaltina e até um abaixo-assinado feito por torcedores foram alguns dos episódios dessa trama, que teve um final feliz para a torcida do Vasco, nesta quarta-feira. Ao lado do presidente Roberto Dinamite, e do vice-presidente de futebol, José Hamilton Mandarino, Rodrigo anunciou a renovação de seu contrato por dois anos.

Das mãos de Mandarino, Rodrigo recebeu uma camisa do Vasco com seu nome. Curiosamente, o número do uniforme era o 10, o que foi suficiente para o diretor brincar: "Essa camisa tem um peso grande demais", disse, olhando para o presidente Roberto Dinamite.

Após a brincadeira, Rodrigo explicou os pontos que foram abordados durante as reuniões com a diretoria. Segundo ele, a questão contratual sempre foi o menor problema. O dirigente queria garantias de que terá orçamento para honrar os compromissos com os jogadores e que o clube irá começar a construir o seu centro de treinamento.

"Sempre conversamos sobre a viabilidade de dar seguimento aos projetos que começamos no inciio de 2009. A negociação do contrato ficou em segundo plano. Sempre defendi que a continuidade é a formula do sucesso. Todos nós temos noção da necessidade de uma nova estrutura de futebol. Estamos procurando um terreno para o centro de treinamento. Também conversamos sobre o fluxo financeiro que viabilize os acertos com os atletas até para honrarmos os compromissos que assumimos".

Dúvidas entre Grêmio e Vasco

Gremista, o diretor executivo foi sondado por seu ex-clube, que o queria de volta. Seus poderes no Tricolor, no entanto, seriam menores que no Vasco, onde é visto como peça essencial para a formação do futebol. Tanto no Olímpico, quanto na Colina, a expectativa era grande. Porém, no Rio de Janeiro a angústia parecia maior.

Carente de títulos, a torcida do Vasco vê em Rodrigo a figura do profissionalismo necessário para o clube voltar aos seus tempos de glória. Por isso, o profissional ganhou uma notoriedade nunca antes vista em relação a um dirigente executivo.

"A forma carinhosa com que eu sempre fui tratado aqui no Vasco contou muito. A manifestação de torcedores, sócios e conselherios foi muito importante para minha decisão".

Agora, a torcida espera que essa idolatria não seja em vão. Afinal, as reivindicações vascaínas não só se renovaram, como também se tornaram mais exigentes com a renovação do contrato de Rodrigo. E ele sabe disso.

"Sabemos que a torcida vai cobrar mais. O Vasco quer conquistar títulos e esse é nosso objetivo".

Vitória política de Dinamite

O "fico" de Rodrigo Caetano foi uma vitória política. Neste caso, da atual administração cruzmaltina. Com a eleições marcadas para o segundo semestre do ano que vem, Roberto Dinamite sabe que a permanência do diretor executivo é um grande trunfo a seu favor, pela imagem que o profissional tem.

"O Vasco tem um projeto e a sequência do Rodrigo no clube mostra que vamos seguir nesse caminho. Acho que no ano de 2011 vamos acertar muito mais e ele poderá dar seguimento ao trabalho que vem sendo feito", disse Roberto.

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