
A situação é clara. Caso o Atlético perca a terceira partida seguida no Brasileiro hoje, às 21 horas, contra o Goiás, em Goiânia, Waldemar Lemos corre sério risco de deixar o comando do Rubro-Negro.
Os indícios da insatisfação da diretoria com o trabalho do treinador são evidentes. Em entrevista publicada na edição de ontem da Gazeta do Povo, o presidente Marcos Malucelli deixou claro que "nenhum técnico que perde duas, três ou quatro seguidas resiste".
Conforme a reportagem apurou, Lemos já havia procurado o diretor de futebol Ocimar Bolicenho na segunda-feira. Na conversa, o técnico teria deixado o cargo à disposição da direção. Waldemar não confirma a versão, mas reconhece a conversa.
"Conversamos mas não tem nada ainda. Continuaremos conversando para traçar o melhor pelo Atlético", diz ele, realista ao comentar as declarações de Malucelli. "Acho que é a maneira que cada um tem de enxergar o futebol. Mas acho que ele (presidente) tem de ficar à vontade para tomar as iniciativas que acha que tem de tomar ", comenta.
O perigo de ser demitido não faz o treinador mudar a opinião sobre supostas influência da arbitragem nos jogos do Furacão. Malucelli discordou de Lemos, dizendo que ficar reclamando dos apitadores é "bobagem".
"Cada um tem sua opinião. Eu acho que estão nos atrapalhando (os árbitros)", reafirma. "O trabalho está sendo feito. Mas se houver o desagrado de alguém, o que a gente pode fazer, né?", pondera.
Ostentando o frágil desempenho de três vitórias, dois empates e quatro derrotas à frente do Atlético (aproveitamento de 40,7%), Lemos não crê que esteja encontrando dificuldades para fazer sua equipe engrenar. Segundo ele, o trabalho que precisa ser feito está sendo realizado.
"A dificuldade é nenhuma. Realizo meu trabalho e acredito no plantel", avalia, sem responder no entanto, o porquê de a equipe não engrenar. "Aí a pergunta não tem de ser feita para mim. Estou trabalhando, mas se as coisas não acontecem, o que eu vou fazer?", questiona.
No ano passado, no mesmo Estádio Serra Dourada e contra o mesmo Goiás, o Furacão perdeu por 4 a 0 (no dia 3 de setembro) e o técnico Mário Sérgio caiu. Os jogadores asseguram que não querem ver a história repetida.
"Não podemos ficar nos metendo nos assuntos da diretoria, mas pelo grupo tenho certeza de que todos gostam do trabalho do professor e queremos que ele continue", diz o capitão Antônio Carlos. "Vamos fazer de tudo para isso não acontecer (demissão do técnico). O Waldemar tem nos ajudado muito e todos gostam dele no clube", assegura o volante Zé Antônio, mesmo sabendo que só as vitórias podem evitar uma mudança.
Ao vivo
Goiás x Atlético, às 21 horas, no PFC e no tempo real aqui na Gazeta do Povo.
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Em Goiânia
Goiás
Harlei; Ernando, Leandro Euzébio e João Paulo; Gomes, Amaral, Fernando, Felipe Menezes, Léo Lima e Júlio César; Iarley
Técnico: Hélio dos Anjos
Atlético
Galatto; Rhodolfo, Antônio Carlos e Rafael Santos; Raul, Valencia, Zé Antônio, Marcinho e Márcio Azevedo; Wesley (Wallyson) e Alex Mineiro
Técnico: Waldemar Lemos
Estádio: Serra Dourada. Horário: 21 horas. Árbitro: Devarly Lira do Rosário (ES). Auxs.: Edenílson Corona (Fifa SP) e Marcos Antônio Collodetti (ES)







