Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
paranaense

Clássico confronta gerações

Atletiba desta tarde opõe o veterano Alex, 35 anos, principal nome do Coritiba, a Marcos Guilherme, 17, a grande aposta do Rubro-Negro

Quando Alex disputava sua primeira final de Paranaense, em 1995, Marcos Guilherme (foto abaixo) nascia em Itararé, interior paulista | Hugo Harada/Gazeta do Povo
Quando Alex disputava sua primeira final de Paranaense, em 1995, Marcos Guilherme (foto abaixo) nascia em Itararé, interior paulista (Foto: Hugo Harada/Gazeta do Povo)
 |

1 de 1

Quando Marcos Guilherme, a principal promessa do Atlético, nascia em Itararé-SP, o meia Alex se preparava para o segundo jogo da final do Paranaense contra o Paraná, que ocorreria no dia seguinte. A data: 5 de agosto de 1995. Essa distância no espaço-tempo acaba hoje, depois de quase 17 anos, quando ambos se cruzarão no gramado do Couto Pereira a partir das 16 horas, no 13.º Atletiba do experiente coxa-branca e no que pode ser o primeiro da joia do CT do Caju como profissional – deve começar na reserva.

O atleta alviverde estreou como profissional em 2 de abril de 1995. Em Atletibas, duas semanas depois. Época em que a gestação do hoje meia atleticano estava chegando ao fim. Esse é o tama­nho da distância que vai a campo nesta tarde, como sím­­bolos dos extremos que vivem Atlético e Coritiba. Enquanto Alex é o mais velho do rodado elenco coxa-branca (35 anos), Marcos Guilherme é o mais jovem do sub-23 do Furacão (17 anos).

Quem acompanha o futebol de Marcos Guilherme é unânime em apontá-lo co­­mo a principal revelação do Rubro-Negro nos últimos anos. Mais do que isso. O próprio presidente do Furacão, Mario Celso Petraglia, chegou a dizer que "ele vai ser o maior talento da história do clube".

Talento que começou a chamar a atenção na AABB de Itararé, em 2006, com 11 anos de idade – Alex iniciou na AABB também, mas na capital paranaense. "Tínhamos alguns meni­nos bons, mas inteligente co­­mo ele, não. Ele já era diferente. Naquela idade, cansou de resolver jogos. Para quem olhava aquele baixinho, cheinho, não acreditava no potencial dele. Mas, quando estava com a bola no pé, o talento aparecia", lembra o primeiro treinador de Marcos Guilherme, Murilo Pontes Meneguela.

Depois da AABB, Marcos Guilherme foi para o Trieste, em 2009, para em seguida desembarcar na Baixada. O meio-campista colecionou oito títulos, entre eles, Paranaenses sub-17 e sub-18, Copa Brasil sub-17, Yokohama Cup sub-19, na Alemanha, e Torneio de Oostduinkerke sub-18, na Bélgica.

Enquanto isso, Alex fa­­zia carreira longe de Curi­­tiba, colecionando troféus por Palmeiras, Cruzeiro, Fe­­nerbahçe e seleção brasileira. Tarimba que o torna capaz de mensurar a dimensão que tem um clássico. Para isso, lança mão da própria experiência em Atletibas.

A lembrança é da estreia, em 1995, quando o Coritiba bateu o rival por 5 a 1. Resultado que iniciou uma revolução no adversário. "Era o [Hussein] Zraik o presidente [do Atlético] naquele momento. O Petraglia assumiu em seguida e aquilo que ele disse que faria, conseguiu. Naquele período, entre 90 e 95, eram clubes com muitas dificuldades e o Atlético, à sua maneira, se refez e o Coritiba também. Hoje os dois têm boas condições de disputar a Primeira Divisão", comentou o reestreante. Nos outros 12 que disputou na sua primeira passagem pelo Coxa, acumulou cinco vitórias, quatro derrotas e três empates, além de ter marcado dois gols.

MemóriaZambiasi rouba a cena no primeiro Atletiba de menino Alex

Vinte e cinco de maio de 1997. Essa é a data do último Atletiba disputado por Alex – formou dupla de ataque com o baixinho – e muito veloz – Basílio na ocasião, no Couto Pereira. Era o octogonal final do Campeonato Paranaense e o destaque da partida foi um tanto quanto inusitado: o zagueiro Zambiasi. Para o bem ou para o mal.

O Atlético abriu o placar com Paulo Miranda, aos 35 minutos do primeiro tempo. Ele, Zambiasi, empatou no primeiro minuto da etapa final. O Furacão passou na frente de novo, com o atacante Paulo Rink, aos 28. Mas lá foi o herói alviverde aprontar das suas: empatou novamente – rolava 31 minutos. E olha que Zambiasi estava com dois dedos da mão direita quebrados e precisou convencer o técnico Dirceu Krüger para poder entrar em campo.

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.