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Fim do jejum encorpa a retomada de Keirrison

Gol sobre o líder Cruzeiro após 746 dias de seca faz o atacante projetar a recuperação total em 2014. No Coritiba e na Primeira Divisão

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Em momento algum Keirri­son cogitou desistir, mesmo com o próprio futebol forçando o jogador a largar a profissão. As lesões mais recentes – duas idênticas, no ligamento cruzado anterior do joelho direito – o deixaram 20 meses longe dos gramados. Motivo suficiente para repensar. Ele, porém, preferiu assumir a bronca.

"Foi uma luta. Em nenhum momento ele desistiu, mas a tristeza bateu muito forte algumas vezes. Procurei trazê-lo para perto de mim, perto das pessoas que ele gosta, da família, para passar por isso", contou o empresário do atacante, Marcos Malaquias.

No domingo, após voltar a marcar um gol – foram 746 dias de espera –, o K19 foi com a esposa para a casa de Malaquias. A conversa, interrompida algumas vezes pelo choro, foi diferente das anteriores, quando o empresário tentava elevar o moral de Keirrison.

Desta vez, a palavra "desconfiança" não foi dita e puderam, então, voltar a pensar no futuro, de preferência no Coritiba. O contrato com o Barcelona (nunca atuou pelo poderoso clube espanhol) termina em julho de 2014, assim como o empréstimo para o Alviverde. Depois disso estará livre. E a dupla já colocou como prioridade ficar no Alto da Glória.

"Vamos resolver a situação em no máximo dois minutos, na sala do Vilson [Ribeiro de Andrade, presidente do Cori­tiba]. Pela consideração que tenho por ele e pela consideração do Keirrison com o clube, sei que será assim", completou Malaquias, indicando que o mandatário coxa-branca já acenou positivamente para essa possibilidade – a reportagem entrou em contato com Andrade, mas ele não atendeu as ligações.

As dúvidas externas ainda persistem. A que paira agora é se Keirrison terá condições de voltar a atuar em alto nível para ser premiado com um novo contrato. O médico que o operou em agosto do ano passado – a quarta da carreira –, não tem dúvidas.

"O joelho dele está estável. Mostrei para ele como estava o joelho e como está agora, onde ele conseguiu chegar. Ele aceitou a briga e agora está colhendo o resultado. Agora é só conseguir o ritmo de jogo", analisou Rene Abdalla.

Até o final do ano, dificilmente o jogador vai começar uma partida. Isso porque o longo período de recuperação ainda o faz conviver com dores e o receio de uma nova lesão. Além disso, a musculatura para "segurar" o joelho está em desenvolvimento. A expectativa é que vire o ano totalmente recuperado para, então, atuar durante os 90 minutos. Mais um desafio.

Coxa terá só 'meio banco' na Colômbia

O Coritiba terá apenas quatro jogadores no banco de reservas na partida de quinta-feira contra o Itagüí, em Medellin, na Colômbia, às 23 horas (de Brasília), pela Sul-Americana. Com as atenções voltadas para o Brasileirão, nenhum titular viajou ontem – ficarão treinando em Curitiba para o jogo contra o Grêmio, no domingo. Os principais jogadores da delegação são Lincoln, Chico e Victor Ferraz. Nenhum volante de ofício foi chamado.

O provável time titular terá Vaná; Victor Ferraz, Bonfim, Chico e Escudero; Bottinelli, Lincoln, Zé Rafael e Vitor Júnior; Jânio e Bill. Quem vai comandar a equipe na Colômbia é o auxiliar Jorge Marcelo.

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