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BRASILEIRO

Grupo unido e vestiário fechado marcam reação histórica do Coritiba

Coxa enfrenta o Cruzeiro com 70% de aproveitamento nas últimas dez rodadas. Desde derrota para o Santos, time e técnico selaram uma espécie de pacto

João Paulo, Wilson e Lúcio Flávio: experiência ajudou o Coritiba no momento de instabilidade. | Hugo Harada/Gazeta do Povo
João Paulo, Wilson e Lúcio Flávio: experiência ajudou o Coritiba no momento de instabilidade. (Foto: Hugo Harada/Gazeta do Povo)

O Coritiba tenta reforçar neste domingo – a partir das 18h30, contra o Cruzeiro, no Mineirão –a surpreendente escalada na classificação do Brasileiro. Uma virada com viés político.

Nas últimas dez rodadas, seis vitórias, três empates e uma derrota. Aproveitamento de 70% construído com habilidade por Ney Franco no extracampo.

TABELA: veja a classificação da Série A

Além da pressão para deixar a zona de rebaixamento, o técnico precisou blindar o elenco para os problemas administrativos do clube. Ele mesmo se safou de uma suposta instabilidade e ingerência no departamento de futebol.

Em agosto, após vazamento de conversas no aplicativo de celular WhatsApp, soube-se que os vice-presidentes André Macias e Pierre Boulos não queriam mais a permanência de Ernesto Pedroso no comando do futebol. A crise teria batido à porta do vestiário.

Após uma sequência de oito jogos sem vitórias, Ney Franco precisou ‘fechar o grupo’, pedir apoio do presidente e iniciar a surpreendente reação. Arrancada que começou na vitória contra o Palmeiras.

GRÁFICO: o ápice do Coritiba desde 2003

Diante da crise, o comandante alviverde não conseguiu pouca coisa neste período de 10 jogos – a partir da derrota para o Santos, quando ele próprio se sentiu ameaçado no cargo e sofreu pressão para afastar jogadores.

O clube saltou da lanterna, com oito pontos de desvantagem para o primeiro time fora da ZR, para o 14º lugar.

Desde 2003 – quando o Coxa se classificou à Libertadores – não se tinha tantos pontos em tão poucos jogos na estatísticas alviverdes em Nacionais.

Há 12 anos, quando terminou o Brasileiro na 5ª colocação, da 5ª à 15ª rodada, o time emplacou oito vitórias, dois empates e sofreu apenas uma derrota em 11 jogos disputados (78% de eficiência).

A reformulação no departamento de preparação física e a tranquilidade obtida após mudanças diretivas contribuiu diretamente para a melhora no aproveitamento, diz o treinador, que diz ter salvo o volante João Paulo de uma dispensa ou afastamento.

“Vestiário é sagrado, não pode servir de informações para reunião do G5 [cúpula do clube]”, lamenta Franco.

Mesmo com seis desfalques para o jogo de hoje, o treinador prefere não lamentar. Confia no grupo. E diz que o pior já passou. “Os jogadores não ouvem mais pessoas do próprio clube falando mal deles”.

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