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Brasileiro

Identidade com o rival marca os treinadores

Antônio Lopes e Ney Franco carregam passagens marcantes no comando do agora adversário. Ambos atenuam importância do passado no jogo de domingo

Saiba mais sobre a organização da partida |
Saiba mais sobre a organização da partida (Foto: )

Antônio Lopes já ganhou e perdeu títulos pelo Coritiba quando enfrentou o Atlético. Ney Franco, quando no Furacão, foi derrotado em uma final disputando o clássico contra o Alviverde. Os técnicos que ditam o ritmo do Atle­­tiba têm muitas histórias e li­­ções sobre o confronto de do­­min­­go, às 16 horas, no Couto Pe­­reira.

Lopes, hoje na Baixada, possui um currículo mais extenso. Par­­ticipou sete vezes do maior duelo paranaense, com três vitórias, dois empates e duas derrotas – apenas uma dessas partidas disputada pelo Rubro-Negro. Sem dúvida, as mais importantes da lista são as decisões dos Estaduais de 2004 e 2005, quando ganhou a primeira e perdeu a segunda, am­­bas pelo Alviverde.

"Essas experiências (em Atle­­tibas) não pesam. Agora é totalmente diferente, o momento é outro. É aquilo que digo sempre, futebol é momento. Coisas de qua­­tro, cinco anos atrás não in­­fluenciam em nada", afirma o De­­legado.

Já Franco comandou o Atlético em três edições do confronto. Fo­­ram dois triunfos e um revés. Apesar do retrospecto positivo, ficou marcado pela perda do Pa­­ranaense-08 na Arena da Bai­­xada. Fator fundamental para sua demissão logo no início do Brasi­­leiro do ano passado.

"No meu caso não existe ne­­nhuma questão de revanchismo, até porque não tem motivo para isso. É mais um jogo de futebol, mais um clássico e hoje estou re­­presentando o Coritiba em um jo­­go com uma importância enorme", avalia Ney Franco.

Indiferentes às passagens pe­­lo lado oposto, os treinadores que­­­­rem aproveitar o que conhecem do rival para armar suas equipes. Nesse quesito, o coxa-bran­­­ca está em vantagem. Da provável formação titular atleticana, cinco jogadores (Galatto, Nei, Rhodolfo, Valencia e Wally­­son) já trabalharam com Franco na Baixada.

Já Lopes não se deu por vencido e usou recursos eletrônicos. "Eu também conheço o time do Co­­ritiba. Não a fundo, mas de ver na televisão e de acompanhar no Campeonato Brasileiro", pondera Lopes. "Mas é um clássico que tem de ser tirado do contexto da competição, pois os desempenhos das equipes independem da posição que elas ocupam na tabela", co­­menta Ney.

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Arbitragem - Paulo César Oliveira apita o clássico

O paulista Paulo César Oliveira, do quadro da Fifa, vai apitar o Atletiba. Ele será auxiliado pelos paranaenses Gílson Bento Coutinho e Aparecido Donizetti Santana. O outro árbitro do sorteio era Edivaldo Elias da Silva, do Paraná.

Oliveira já trabalhou em duas partidas do Atlético na temporada: a vitória por 1 a 0 sobre o Sport, na Arena, pelo Brasileiro, e o 0 a 0 com o Botafogo, também em Curitiba, pela Sul-Americana.

Já do Coritiba, o árbitro atuou em apenas uma partida no ano: a derrota por 3 a 1 para o Cruzeiro, no Couto Pereira, que marcou a queda do técnico René Simões.

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