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Natação

Quarteto promete mais um recorde para manter a rotina

Meninas do Clube Curitibano planejam nadar forte na final do revezamento 4x50 metros livre no Brasileiro Juvenil

Da esquerda para a direita: Carolina Portugal, Carolina Bergamaschi, Alessandra Marchioro e Alexia Narussig | Hedeson Alves/ Gazeta do Povo
Da esquerda para a direita: Carolina Portugal, Carolina Bergamaschi, Alessandra Marchioro e Alexia Narussig (Foto: Hedeson Alves/ Gazeta do Povo)

Quebrar recordes. A equipe fe­­minina do revezamento 4x50 m livre do Clube Curitibano quer transformar essa ação em rotina, a partir de hoje no 18.º Campeonato Brasileiro Juvenil de Natação – Troféu Carlos Cam­­pos Sobrinho, no Clube Curitibano, em Curitiba.

Ontem, primeiro dia da competição, o quarteto formado por Alessandra Marchioro, Carolina Bergamaschi, Ca­­rolina Portugal e Alexia Na­­russig disputou a eliminatória da prova sem usar a máxima potência, "só para classificar", como definiu o técnico Wel­lington Soares. Mas baixaram em quase dois segundos a própria marca, estabelecida em junho. O menor tempo na prova até então era 1min48s078. Ontem, elas nadaram em 1min46s086. Hoje, na final, pretendem melhorar ainda mais.

"É quase certeza que vamos ganhar. Vamos nadar em busca do recorde", diz Alessandra, responsável por fechar o revezamento. Ela conta que o bom trabalho das companheiras que nadam antes dela no 4x50 m facilita o seu desempenho. "Já nos outros revezamentos, tenho de forçar mais", diz.

Um ano mais velha que as demais, aos 16 anos, Alessandra foi a última a compor o time formado neste ano. As outras garotas já vinham acumulando bons resultados na categoria infantil. Além de dar as braçadas finais, a atleta puxa a última conversa antes do início da prova. "Nosso desempenho vem do bom relacionamento que temos dentro e fora da água. Antes de competir, fazemos uma roda e dizemos para confiarmos no nosso trabalho", conta Alexia.

As quatro mantêm convívio intenso antes, durante e depois dos treinos. Em dia de competição, só se separam quando uma está na água, em prova individual. As demais ficam na torcida. Passaram a chamar equipe de "CACA", alcunha nascida da união das letras iniciais de seus nomes. "Ainda bem que ‘cáca’ fi­­cou só no nome e estamos in­­­do bem na água", brinca Caro­­lina Bergamaschi.

"São quatro garotas com bom potencial e que este ano fizeram um bom trabalho de treinos. Os resultados têm vindo e elas estão confiando mais em si mesmas. Isso deve refletir em outros revezamentos, como o 4x100 m", diz o técnico. Além do recorde no Brasileiro de Inverno, as garotas venceram o Sul-Americano e fizeram boa apresentação no Troféu José Finkel – sexto lugar na categoria absoluto (adulto).

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