
Foz do Iguaçu - Ontem, no último dia da pré-temporada do Coritiba em Foz do Iguaçu, o meia Rafinha pode escancarar pela primeira vez sem preocupação seu característico sorriso. Depois de meses de espera por causa de uma longa disputa judicial contra o São Paulo, ele é oficialmente jogador do Alviverde. O nome do atleta foi divulgado no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF, confirmando o registro do novo contrato, válido até 2013.
"[Foi uma] angústia, né? Não saía o nome no BID, a gente trabalhando aqui...", contou, no primeiro contato com a imprensa na cidade da fronteira. "A gente sempre espera o melhor e hoje [ontem] era o último dia. Se desse errado teria que pensar no jogo de quinta-feira, [contra o Paranavaí]", emendou o meia, já escalado pelo técnico Marcelo Oliveira para estrear no Campeonato Paranaense neste domingo, em Ponta Grossa, diante do Operário.
A confiança em uma solução antes da primeira partida do ano era tanta, que Rafinha sempre apareceu no time titular coritibano nos treinamentos coletivos e no jogo-treino de quarta-feira contra os juniores do ABC. Artilheiro da equipe no ano passado com 19 gols em 57 jogos, ele já tem toda confiança do novo comandante.
"Ele é um jogador importantíssimo para o nosso time. Não só pela técnica, gols e velocidade, mas porque ele se entrega muito, participa da marcação. É contagiante vê-lo jogar", elogiou Oliveira, mais aliviado por poder contar com sua principal peça no meio de campo.
Pesou, para o meia permanecer em Curitiba, a opinião de sua família, já adaptada à vida na capital ao todo já são dois anos contando com a passagem pelo Paraná, em 2009. O mais importante, porém, está no ambiente encontrado no Alto da Glória desde sua chegada, no início de 2010.
"Desde que cheguei fui bem recebido, me sinto em casa. O grupo é muito bom, e agora espero retribuir recebendo bem quem está chegando para termos um grupo mais forte", declarou, garantindo que pretende cumprir até o fim seus três anos de contrato. "Sempre quis fazer história em um clube, vinha buscando isso há muito tempo. Surgiu essa oportunidade em um lugar em que já tenho uma identidade formada", disse o jogador, que completa 28 anos em agosto.
Revelado pela Portuguesa, Rafinha demonstrou, no entanto, certa mágoa do São Paulo, clube com o qual tinha contrato desde 2002. Precisou rodar, sempre por empréstimo, por Santo André, Grêmio, São Caetano, Goiás e Paraná antes de se encontrar definitivamente.
"Fiquei um pouco chateado. Fiz meu papel nos clubes em que passei, mas não tive reconhecimento onde era contratado [São Paulo]. Infelizmente, demorou para eu sair. Mas estou em um clube grande agora, com contrato longo. Espero retribuir ao Coritiba", finalizou.



