
- Coritiba negocia a volta de Marcel, artilheiro coxa na temporada de 2003
- René pede reforços mais experientes
- Coritiba recebe Grêmio com obrigação de evitar pressão "pré-Atletiba"
- Procurador de Marcel chega quinta-feira para reunião com Coritiba
- Renatinho renova com Coritiba até dezembro de 2012
- Grêmio terá quatro desfalques contra o Coritiba
Uma linha imaginária de mais ou menos 25 metros divide as boas e más apresentações do Coritiba na temporada. Partindo dessa simples orientação de René Simões aos seus atletas antes de cada partida a distância máxima exigida pelo treinador entre o atacante alviverde mais avançado e o defensor mais recuado no gramado , é fácil traçar o perfil da equipe do Alto da Glória, que hoje, contra o Grêmio, às 19h30, no Couto Pereira, mais uma vez tenta engrenar no Brasileiro.
Quando o pedido do técnico é posto em prática o time fica mais compacto, a marcação funciona e muitas vezes dois ou três jogadores estão na jogada para roubar a bola do adversário. Foi assim nas melhores apresentações do Coritiba no ano com René: o último Atletiba do Paranaense (4 x 2); o jogo de volta da semifinal da Copa do Brasil com o Inter (1 x 0); os duelos do Brasileiro contra Flamengo (5 x 0) e São Paulo (2 x 0).
Quando a orientação não é seguida à risca, a linha é maior do que o exigido, e a equipe fica espalhada em campo, mais exposta ao erros individuais. Foi assim em todas as últimas derrotas no Brasileiro: o sofrível desempenho contra o Barueri (3 a 1); contra os reservas do Inter (3 x 0) e do Corinthians (2 x 0).
"O jogo do São Paulo serve como exemplo. Todo mundo ligado, todo mundo marcando... Quando fazemos o que o René pede, temos mais condições de buscar essa regularidade que está faltando", afirma o volante Rodrigo Pontes, que deverá atuar como líbero contra o Grêmio no lugar do suspenso Jaílton. "Já contra o Barueri, desde o começo do jogo o time saiu do que vem sendo pedido."
A partida contra o time do interior paulista foi considerada por René Simões como a pior que o Alviverde fez sob seu comando. Curiosamente, o Barueri foi também a equipe de menor tradição que o Coritiba enfrentou no Brasileiro e o jogo parecia o mais fácil de ser ganho principalmente pelo desempenho contra o São Paulo.
Esse é outro detalhe importante sobre o perfil do Coritiba: a equipe cresce quando, teoricamente, os jogos são mais duros. E tem uma queda substancial quando as coisas parecem mais fáceis. Uma bipolaridade que só pode ser explicada psicologicamente.
"Desde o começo do ano estamos tendo essa dificuldade de manter uma padrão. Agora, de novo vamos jogar em casa, apertados, sabendo que uma derrota pode nos levar à zona de rebaixamento. Não sei explicar o que acontece. Talvez seja, erradamente, pela importância do jogo. Quando é menos importante o time dá uma relaxada, o que é errado", afirma Rodrigo Heffner, outro jogador que entra na equipe, desta vez no lugar de Márcio Gabriel a última mudança é a saída de Felipe, em má fase, por Démerson.
Embora René não concorde muito com os motivos levantados para a instabilidade, por via das dúvidas o técnico recebeu um estudo completo do perfil dos jogadores do elenco. "Também fui falar com a psicóloga depois do jogo", completa.
Ao vivo
Coritiba x Grêmio, às 19h30, no Premiere e no tempo real aqui na Gazeta do Povo.
* * * * * *
Em Curitiba
Coritiba
Vanderlei; Cleiton, Rodrigo Pontes e Démerson; Rodrigo Heffner, Pedro Ken, Leandro Donizete, Marcelinho Paraíba e Carlinhos Paraíba (Douglas Silva); Marcos Aurélio e Ariel
Técnico: René Simões
Grêmio
Victor; William Thiego, Léo, Rafael Marques e Fábio Santos; Túlio, Adílson, Tcheco e Maylson; Jonas e Alex Mineiro
Técnico: Paulo Autuori
Estádio: Couto Pereira. Horário: 19h30. Árbitro: Gutemberg de Paula Fonseca (RJ). Auxs: Ricardo M. F. de Almeida (RJ) e Cláudio José de Oliveira Soares (RJ)




