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Brasileiro

Vitória e derrota a 25 metros de distância

René Simões pede maior compactação da equipe hoje, contra o Grêmio. Time gaúcho tem o perfil de adversário contra o qual o Coritiba 2009 entra mais aceso

“Não sei explicar o que acontece. Talvez seja, erradamente, pela importância do jogo. Quando é menos importante o time dá uma relaxada, o que é errado”. Rodrigo Heffner, lateral-direito, sobre as oscilações do Coritiba | Daniel Castellano/Gazeta do Povo
“Não sei explicar o que acontece. Talvez seja, erradamente, pela importância do jogo. Quando é menos importante o time dá uma relaxada, o que é errado”. Rodrigo Heffner, lateral-direito, sobre as oscilações do Coritiba (Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo)
Veja que o Coritiba vive entre a euforia e a apatia durante as competições |

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Veja que o Coritiba vive entre a euforia e a apatia durante as competições

Uma linha imaginária de mais ou menos 25 metros divide as boas e más apresentações do Coritiba na temporada. Partindo dessa simples orientação de René Simões aos seus atletas antes de cada partida – a distância máxima exigida pelo treinador entre o atacante alviverde mais avançado e o defensor mais recuado no gramado –, é fácil traçar o perfil da equipe do Alto da Glória, que hoje, contra o Grêmio, às 19h30, no Couto Pereira, mais uma vez tenta engrenar no Brasileiro.

Quando o pedido do técnico é posto em prática o time fica mais compacto, a marcação funciona e muitas vezes dois ou três jogadores estão na jogada para roubar a bola do adversário. Foi assim nas melhores apresentações do Coritiba no ano com René: o último Atletiba do Paranaense (4 x 2); o jogo de volta da semifinal da Copa do Brasil com o Inter (1 x 0); os duelos do Brasileiro contra Flamengo (5 x 0) e São Paulo (2 x 0).

Quando a orientação não é seguida à risca, a linha é maior do que o exigido, e a equipe fica espalhada em campo, mais exposta ao erros individuais. Foi assim em todas as últimas derrotas no Brasileiro: o sofrível desempenho contra o Barueri (3 a 1); contra os reservas do Inter (3 x 0) e do Corinthians (2 x 0).

"O jogo do São Paulo serve como exemplo. Todo mundo ligado, todo mundo marcando... Quando fazemos o que o René pede, temos mais condições de buscar essa regularidade que está faltando", afirma o volante Rodrigo Pontes, que deverá atuar como líbero contra o Grêmio no lugar do suspenso Jaílton. "Já contra o Barueri, desde o começo do jogo o time saiu do que vem sendo pedido."

A partida contra o time do interior paulista foi considerada por René Simões como a pior que o Alviverde fez sob seu comando. Curiosamente, o Barueri foi também a equipe de menor tradição que o Coritiba enfrentou no Brasileiro e o jogo parecia o mais fácil de ser ganho principalmente pelo desempenho contra o São Paulo.

Esse é outro detalhe importante sobre o perfil do Coritiba: a equipe cresce quando, teoricamente, os jogos são mais duros. E tem uma queda substancial quando as coisas parecem mais fáceis. Uma bipolaridade que só pode ser explicada psicologicamente.

"Desde o começo do ano estamos tendo essa dificuldade de manter uma padrão. Agora, de novo vamos jogar em casa, apertados, sabendo que uma derrota pode nos levar à zona de rebaixamento. Não sei explicar o que acontece. Talvez seja, erradamente, pela importância do jogo. Quando é menos importante o time dá uma relaxada, o que é errado", afirma Rodrigo Heffner, outro jogador que entra na equipe, desta vez no lugar de Márcio Gabriel – a última mudança é a saída de Felipe, em má fase, por Démerson.

Embora René não concorde muito com os motivos levantados para a instabilidade, por via das dúvidas o técnico recebeu um estudo completo do perfil dos jogadores do elenco. "Também fui falar com a psicóloga depois do jogo", completa.

Ao vivo

Coritiba x Grêmio, às 19h30, no Premiere e no tempo real aqui na Gazeta do Povo.

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Em Curitiba

Coritiba

Vanderlei; Cleiton, Rodrigo Pontes e Démerson; Rodrigo Heffner, Pedro Ken, Leandro Donizete, Marcelinho Paraíba e Carlinhos Paraíba (Douglas Silva); Marcos Aurélio e Ariel

Técnico: René Simões

Grêmio

Victor; William Thiego, Léo, Rafael Marques e Fábio Santos; Túlio, Adílson, Tcheco e Maylson; Jonas e Alex Mineiro

Técnico: Paulo Autuori

Estádio: Couto Pereira. Horário: 19h30. Árbitro: Gutemberg de Paula Fonseca (RJ). Auxs: Ricardo M. F. de Almeida (RJ) e Cláudio José de Oliveira Soares (RJ)

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