O Gazeta Agora, jornal ao vivo da Gazeta do Povo, destaca que vitória de Lula provoca disparada do dólar e trava a Bolsa.
A Bolsa brasileira (B3) acionou o circuit breaker e paralisou as negociações logo na abertura, na manhã desta segunda-feira (26), primeiro pregão após a vitória do presidente Lula (PT) nas eleições. É a primeira vez que o mecanismo é acionado desde março de 2020, quando a turbulência provocada pelo início da pandemia levou a uma série de interrupções no mercado brasileiro.
A parada durou mais do que os 30 minutos previstos pela regra. No retorno, atingiu uma queda mais acentuada, de 15,9%, ameaçando um segundo acionamento. O limite para a segunda pausa é de 15%, mas foi flexibilizado para 20% por conta das expectativas estrangeiras.
Para Roberta Folgueral, diretora comercial de câmbio e operações da B&T XP, o mecanismo pode voltar a ser acionado ao longo do dia. Ela avalia que o mercado deve continuar em clima de incerteza, sem um sinal de recuperação nos indicadores ao menos até o final deste primeiro pregão.
"Há ainda um outro aspecto que aumenta a incerteza: as declarações do candidato derrotado, Flávio Bolsonaro, sobre uma possível contestação e anulação do resultado das eleições. Esse tipo de manifestação coloca em dúvida a credibilidade das instituições brasileiras e pode fazer com que o investidor estrangeiro enxergue o Brasil com ainda mais desconfiança", commpletou.
Aliados de Flávio Bolsonaro reconhecem derrota e descartam anular eleição
Partidos e lideranças políticas que apoiaram o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno da eleição presidencial deste final de semana reconheceram a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e defenderam o respeito ao resultado das urnas. O petista foi reeleito ao cargo com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do parlamentar, representando uma diferença de aproximadamente 4,4 milhões de votos
De acordo com as manifestações divulgadas entre a noite de domingo (25) e a manhã desta segunda-feira (26), Republicanos, MDB, União Brasil e PSD cumprimentaram o presidente reeleito, em contraste com a decisão do senador derrotado de contestar judicialmente a votação.
Na véspera, Flávio Bolsonaro se recusou a reconhecer o resultado sinalizando que pode ter sido prejudicado pela decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de prorrogar a votação por mais duas horas. No entanto, o próprio presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, declarou o resultado a favor do petista.
Quatro bombas que Lula deixou e que ameaçam o futuro da economia
Quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assumir o Palácio do Planalto em 5 de janeiro, pela quarta vez, herdará uma economia em que a dívida pública não para de crescer, os juros estão fora de controle e o poder de compra das famílias está enfraquecido.
Para analistas ouvidos pela Gazeta do Povo, o modelo petista que ancorou o crescimento no estímulo constante à demanda, sem ganhos de produtividade, esbarrou nos próprios limites, e se não houver correção o cenário mais provável é de uma crise de crédito.
As fontes também indicam que se não houver uma mudança contundente de rumos na condução econômica, o país pode enfrentar uma estagnação prolongada.
O Gazeta Agora vai ao ar ao vivo, às 16h30, no YouTube, com apresentação de Carla Lima, comentários de Paulo Polzonoff Jr e participações de Aline Brito direto de Brasília.



