O Gazeta Agora, jornal ao vivo da Gazeta do Povo, destaca que mensagens citam tratativa de “sociedade” entre Motta e Vorcaro.
Mensagens atribuídas ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), apontam que ele teria sugerido a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, um "formato em sociedade" na aquisição de um terreno em João Pessoa (PB), que estava em nome de sua cunhada.
O material recuperado pela Polícia Federal no celular do ex-banqueiro foi divulgado pelo site Fatos Online e pela Folha de S.Paulo nesta segunda-feira (28). As conversas tiveram início em 9 de março de 2024. Motta e Vorcaro se tratavam, segundo as publicações, como “amigo” e "irmão” nas mensagens.
Em nota enviada à Folha e à Gazeta do Povo, Motta declarou que "não há nenhum ilícito retratado nos diálogos", classificando as citações como "conversas descontextualizadas" e reafirmando a lisura de seus 15 anos de atuação pública.
Vorcaro encontrou Dias Toffoli 12 vezes de olho em voto de usinas sucroalcooleiras
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master, encontrou o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), pelo menos 12 vezes entre outubro de 2023 e fevereiro de 2025, segundo mensagens apreendidas pela Polícia Federal. As reuniões teriam servido para o empresário negociar cotas societárias do resort Tayayá, no interior do Paraná, que teve o magistrado e seus irmãos como sócios.
As mensagens foram divulgadas pelo UOL e confirmadas pela Gazeta do Povo com fontes a par da investigação. A apuração aponta que Vorcaro se aproximou de Toffoli de olho em um voto favorável do ministro em um processo envolvendo direitos creditórios de usinas do setor sucroalcooleiro, que representavam um patrimônio bilionário para o Master – semelhante ao recente caso envolvendo pessoas ligadas ao ministro Nunes Marques.
A reportagem procurou todos os citados na apuração para se pronunciarem e aguarda retorno. Ao UOL, a defesa de Vorcaro repudiou o vazamento das informações que fizeram parte de uma das propostas de delação premiada rejeitadas pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República (PGR). “A defesa não confirma o conteúdo do material divulgado, cuja origem, autenticidade e integridade não são reconhecidas”, pontuou.
Fux enfrenta Dino e restabelece ordem de Mendonça
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux suspendeu, na noite desta segunda-feira (28), todos os efeitos da decisão do ministro Flávio Dino, que havia liberado publicações envolvendo o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e Nossa Senhora Aparecida. Com isso, a ordem do ministro André Mendonça, no âmbito do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), volta a valer.
"Faz sentido que este Supremo Tribunal Federal determine a veiculação de notícia comprovadamente falsa? Não! Sob esse ângulo, medidas das mais autoritárias foram adotadas no âmbito dos inquéritos das fake news (Inq 4.781) e das 'milícias digitais' (Inq 4.874) sob o pretexto de coibir a desinformação, inclusive de coerção pessoal (prisão) e patrimonial", escreveu Fux.
No despacho, ele citou uma frase usada de forma recorrente pelo ministro Alexandre de Moraes, ex-relator do inquérito das fake news: "Liberdade de expressão não é liberdade de destruição da Democracia, das Instituições e da dignidade e honra alheias!”.
O Gazeta Agora vai ao ar ao vivo, às 16h30, no YouTube, com apresentação de Carla Lima, comentários de Paulo Polzonoff Jr e participações de Aline Brito direto de Brasília.



