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Foto de arquivo de uma enfermeira preparando uma dose da vacina do laboratório chinês Sinovac contra COVID-19 em um centro de vacinação em Santiago, Chile.
Foto de arquivo de uma enfermeira preparando uma dose da vacina do laboratório chinês Sinovac contra COVID-19 em um centro de vacinação em Santiago, Chile.| Foto: Alberto Valdés/Agência EFE/Gazeta do Povo

O Chile estenderá por 90 dias, até 30 de setembro, o estado de emergência constitucional de catástrofe por calamidade pública atualmente vigente como um quadro restritivo para combater a pandemia da Covid-19, que até agora deixou 1,52 milhão de casos de infecção e 31.797 mortes no país.

O Senado e a Câmara dos Deputados aprovaram nesta quinta-feira o pedido que havia sido feito pelo presidente Sebastián Piñera, principalmente devido às novas cepas do coronavírus e o risco de uma nova onda de contágios no inverno.

Hoje foi confirmada a presença em território chileno do primeiro caso da variante delta, em uma mulher de 43 anos que voltou dos Estados Unidos.

A proposta do presidente de estender o estado de catástrofe e assim poder manter as restrições de circulação, quarentena e toque de recolher foi adiante no Congresso, apesar de não ter conquistado o apoio unânime dos legisladores do bloco governista. Alguns deles rejeitaram a medida alegando que é necessária mais abertura, pelo menos para os vacinados e para as empresas, e que o toque de recolher deveria ser suspenso.

Estado de catástrofe

A declaração do estado de catástrofe por calamidade pública cabe ao presidente do país, mas como a medida está em vigor há mais de um ano desde sua primeira promulgação, requer a aprovação do Congresso por maioria simples.

A iniciativa foi inicialmente adotada em 18 de março de 2020 por um período de 90 dias, apenas duas semanas após a confirmação da primeira infecção por coronavírus no país.

Desde então, e contando esta quinta-feira, o estado de catástrofe foi prorrogado cinco vezes, sempre pelo mesmo período de tempo, como uma medida sob a qual se aplicam outras restrições para impedir a circulação do vírus SARS-CoV-2.

Com 3.448 infectados e 51 mortes detectadas nas últimas 24 horas, o país parece estar emergindo de uma segunda onda que colocou o sistema hospitalar sob pressão. Além disso, forçou o fechamento das fronteiras e uma quarentena em toda a capital.

Tudo isso no contexto de um processo de vacinação bem sucedido que já imunizou 50% da população com as duas doses das vacinas e mais 13% que receberam a primeira dose.

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