Mercado em Buenos Aires: apesar da inflação interanual na Argentina permanecer como a mais alta do mundo, analistas projetam que 2024 fechará com taxa bem abaixo do índice de 2023| Foto: EFE/Juan Ignacio Roncoroni
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O índice de preços ao consumidor na Argentina em março ficou em 287,9% no acumulado em 12 meses, se mantendo como o mais alto do mundo, informou nesta sexta-feira (12) o Instituto Nacional de Estatística e Censos do país (Indec). Porém, no indicador mensal, a taxa teve a terceira desaceleração consecutiva.

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Na variação mensal em relação a fevereiro, os preços ao consumidor em março aumentaram 11%, uma desaceleração em relação aos 13,2% registrados em fevereiro, aos 20,6% em janeiro e ao pico de 25,5% em dezembro de 2023, após a desvalorização cambial implementada quando o novo presidente argentino, Javier Milei, assumiu o cargo.

De acordo com o Indec, os preços dos produtos no mês passado avançaram 9,8% em relação a fevereiro, enquanto os dos serviços subiram 15,5%. Os respectivos acumulados em 12 meses foram de 302,4% e 250,4%.

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Entre os aumentos de preços registrados em março, destacam-se os de educação (52,7%), comunicação (15,9%) e habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis (13,3%).

O setor de alimentos e bebidas não alcoólicas registrou aumento de preços de 10,5% em relação a fevereiro e 308,3% em 12 meses.

Ainda segundo o relatório oficial, a inflação argentina foi de 51,6% no primeiro trimestre do ano.

Os preços ao consumidor acumularam um aumento de 211,4% na Argentina em 2023, a taxa mais alta desde a hiperinflação de 1989-1990 e com uma forte aceleração em relação aos 94,8% verificados em 2022.

As previsões de analistas privados mais recentes coletadas mensalmente pelo Banco Central sugerem que a inflação deste ano será de 189,4%, com uma desaceleração nas taxas mensais para 6,2% em setembro.

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Infográficos Gazeta do Povo[Clique para ampliar]