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Gabriel Boric, presidente eleito do Chile, será o mais jovem mandatário da história do país
Gabriel Boric, presidente eleito do Chile, será o mais jovem mandatário da história do país| Foto: EFE/ Elvis González
Apuração em andamento
Este conteúdo é sobre um fato que ainda está sendo apurado pela redação. Logo teremos mais informações.

O deputado de esquerda Gabriel Boric foi eleito presidente do Chile, informou o Serviço Eleitoral do país neste domingo durante a apuração do segundo turno da eleição presidencial.

O candidato conservador José Antonio Kast reconheceu a derrota. "Acabo de falar com Gabriel Boric e o felicitei por seu grande triunfo. Desde hoje é presidente eleito do Chile e merece todo nosso respeito e colaboração construtiva. O Chile estará sempre em primeiro", afirmou Kast pelo Twitter.

Com mais de 99% das urnas apuradas, Boric soma 55,87% dos votos, enquanto Kast aparece com 44,13% do total. Os resultados oficias indicam ainda que houve 0,3% de votos brancos e 0,9% de votos nulos.

A apuração dos votos foi iniciada neste domingo, pouco depois do fechamento dos mais de 2,5 mil centros de votação, em meio a críticas contra o governo pelos problemas registrados ao longo do dia no transporte público.

No exterior, cujos votos já foram apurados, Boric foi vencedor na maioria dos países, com exceção da China, onde Kast foi mais votado.

Problemas de transporte afetam votação

Pontos de ônibus abarrotados em diversas partes do Chile e engarrafamentos quilométricos marcaram a realização do segundo turno das eleições presidenciais do país.

Nas comunas de Puente Alto, Maipú, La Florida e San Miguel, todas na região metropolitana da capital, foi possível encontrar pessoas que esperavam por até duas horas para conseguir condução e se deslocar ao local de votação.

"É o cúmulo que nós, idosos, tenhamos que esperar tanto tempo no sol, com esse calor", disse à Agência Efe a aposentada Mariana Vargas, que vive no bairro de La Reina, na cidade de Santiago.

Integrantes das campanhas dos dois candidatos também se queixaram da situação e incentivaram que eleitores dessem carona para vizinhos, com o objetivo de garantir mais um voto no pleito, que tem sido marcado pelo equilíbrio nas pesquisas.

Por volta do meio-dia, prefeituras disponibilizaram veículos oficiais para transportar moradores para os locais de votação.

"É um dia em que todos temos que colaborar. A nós, interessa que grande parte das pessoas vá votar", afirmou Kast.

Boric, por sua vez, denunciou que menos de 50% do transporte público está funcionando no país e garantiu que quer explicações sobre a situação. "Mais adiante, veremos as responsabilidades. O importante agora é garantir o voto", disse o deputado, que chegou a afirmar que o governo do presidente, Sebastián Piñera, buscava "boicotar" as eleições

A ministra dos Transportes, Gloria Hutt, reconheceu o problema ao longo do dia e garantiu estar fazendo "todos os esforços" para que se resolva o mais rapidamente possível.

"Há episódios de congestionamentos em vias importantes, e isso afeta a fluidez dos trajetos do transporte público, quando não há via exclusiva. Com isso, os tempos de espera aumentaram", admitiu a titular da pasta, em entrevista coletiva.

O porta-voz do governo, Jaime Bellolio, por sua vez, negou as acusações de que há uma estratégia em prática para que as pessoas não votem neste segundo turno. "Temos cerca de 75% mais ônibus circulando do que em um domingo normal", disse o representante do Executivo.

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