Presidente Erdogan afirmou que representantes de Estocolmo e Helsinque nem devem “se dar ao trabalho” de ir à Turquia para tentar convencê-lo| Foto: EFE/EPA/SERGEY DOLZHENKO
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O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, elevou o tom nesta segunda-feira (16) e disse que seu país vai barrar a entrada da Finlândia e da Suécia na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a aliança militar do Ocidente.

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Na semana passada, o líder turco já havia dito que não via “de forma positiva” a possível adesão dos dois países nórdicos, alegando que ambos abrigariam integrantes de organizações terroristas curdas.

Nesta segunda-feira, o governo da Suécia anunciou que decidiu formalmente solicitar a adesão à OTAN, um dia após a Finlândia manifestar a mesma posição. Antes neutros militarmente, os dois países mudaram de posição sobre a entrada na aliança após a invasão russa à Ucrânia.

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“Nenhum desses países tem uma atitude clara e aberta em relação a organizações terroristas”, disse Erdogan, em entrevista coletiva nesta segunda-feira. “Como podemos confiar neles?”

O presidente turco também refutou informações de Estocolmo de que altos representantes da Suécia e da Finlândia devem viajar à Turquia para conversar sobre as alegações de Erdogan. “Eles estão vindo para a Turquia. Eles estão vindo para nos convencer? Desculpe, mas eles não devem se dar ao trabalho”, afirmou Erdogan.

Segundo informações da emissora estatal turca TRT Haber, reproduzidas pela Reuters, a Suécia e a Finlândia não aprovaram a extradição de 33 pessoas acusadas pela Turquia de terem ligação com o terrorismo. Outro entrave é que os dois países nórdicos impuseram sanções à Turquia após sua intervenção na guerra civil na Síria, em 2019.

No fim de semana, um porta-voz de Erdogan havia dito que a Turquia não impediria a entrada da Suécia e da Finlândia na OTAN, mas exigiu negociações e medidas relacionadas a grupos que Ancara considera terroristas.

Uma eventual negativa turca à entrada da Suécia e da Finlândia na OTAN seria um problema, porque a Turquia integra a aliança e a carta constitutiva da organização estipula que, para que um país se torne membro, ele precisa ser aceito por unanimidade pelos que já a integram.

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