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Centrais sindicais e movimentos sociais promovem, hoje, uma greve geral por todo o país. A pauta é de protestos contra as reformas trabalhista e previdenciária encampadas pelo governo Michel Temer.

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Nosso editorial mostra como a paralisação está impregnada de motivações políticas. De oferecer uma demonstração de força às vésperas do depoimento do ex-presidente Lula a Sergio Moro, na Lava Jato, à repetição de palavras de ordem e slogans enganosos, que camuflam a falta de propostas para aperfeiçoar as necessárias reformas trabalhista e da previdência. “A briga é para manter tudo como está, inclusive os mecanismos de financiamento de muitas entidades que estão convocando a greve geral.” Na mosca.

Rodrigo Constantino alerta para os “oportunistas de plantão, organizando a baderna de olho em seus interesses políticos”. Convenientemente na véspera de um feriadão.

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Em Curitiba, os efeitos da paralisação começaram a ser sentidos ontem. A promessa de adesão à greve dos frentistas fez com que várias pessoas corressem a postos de combustível para entrar de tanque cheio no feriadão do Dia do Trabalho – o terceiro em três semanas consecutivas. A lista de categorias e serviços que irão parar é extensa. Inclui transporte público, funcionários de aeroportos, escolas públicas e coleta de lixo. O atendimento em postos de saúde reduzirá a 30% da capacidade normal.

O Tribunal de Justiça e o Ministério Público Estadual do Paraná vão suspender as atividades hoje, mas as horas serão repostas ao longo do mês de maio. Governo estadual e prefeitura de Curitiba foram bem claros: servidor que aderir à greve terá o dia descontado do salário.

Mesmo para serviços que funcionarão plenamente, como táxi, Uber e Cabify, a recomendação é de agendar a corrida por causa do iminente aumento de procura. Se você pretende viajar de ônibus no feriadão, chegue mais cedo à Rodoferroviária. Vai de avião? Gol e Latam não vão cobrar pelo reagendamento de passagem. Dicas valiosas que constam do nosso Guia para sobreviver à sexta-feira caótica, obra do time de Curitiba comandado pelo Marcos Xavier Vicente.

No setor educacional, um capítulo à parte. Todos os professores foram convocados a aderir. Na rede pública, a paralisação (como de costume) deve ser total. A novidade está na penetração do movimento entre docentes da rede particular. Os colégios Medianeira e Trilhas não vão abrir. A Rede Marista, com unidades em 16 estados e no Distrito Federal, vai engrossar a greve – exceto no Sul, onde as filiais se recusaram a compor o movimento. Pais se revoltaram com os braços cruzados na rede particular. E no Colégio Santa Cruz, em São Paulo, os próprios alunos divulgaram uma carta aberta discordando da posição contrária de seus “mestres” à reforma da previdência, com uma gama de argumentos que tem sido rara na discussão.

Ao longo do dia, o tempo real da Gazeta do Povo relata todo o impacto da greve geral na vida do curitibano e do brasileiro. As editorias República e Política Paraná analisam os efeitos da paralisação em Brasília e no Centro Cívico.

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A gritaria se justifica?

Um dos combustíveis da greve geral, a reforma trabalhista modifica fundamentalmente a relação empregado-empregador no Brasil. E Fernanda Trisotto responde a pergunta do milhão: a reforma trabalhista rasgou mesmo a CLT ou isso é choro de sindicalista?

Lúcio Vaz lança luz para um aspecto curioso da reforma da Previdência. Responsável por aprimorar e votar o projeto, o Congresso paga mais de mil aposentadorias e pensões, uma lista que inclui ministros, ex-ministros, ex-presidentes e mensaleiros. Mais um sinal de que o sistema precisa ser revisto com urgência.

Ainda a Superquarta

A aprovação da lei de abuso de autoridade, da reforma trabalhista e do fim do foro privilegiado, tudo no mesmo dia, surpreendeu a todos. Uma fome de trabalho nem sempre vista no Congresso, que surpreendeu os próprios senadores. Para Ricardo Amorim, uma cortina de fumaça para esconder o real motivo do projeto de abuso de autoridade que pousou no Senado: emperrar a Lava Jato. Intenção esvaziada pela pressão popular, embora ainda com alguns jabutis.

Basta ver que o texto do abuso de autoridade que segue para a Câmara daria a Lula a chance de processar Sergio Moro. Como? Kelli Kadanus explica. Coordenador da força-tarefa da Lava Jato, Deltan Dallagnol diz, em entrevista a Reinaldo Bessa, que a sociedade precisa ser vigilante para que o combate à corrupção não seja sufocado.

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Enquanto isso, na França...

... Emmanuel Macron caminha firmemente para confirmar o favoritismo contra Marine Le Pen, com um discurso centrista. Imagem verdadeira ou um conveniente verniz? Alexandre Borges apresenta uma resposta.

Cuidado com o leão

Mais de 10 milhões de pessoas ainda não declararam o Imposto de Renda. E o prazo vence hoje! Teco Medina traz algumas dicas para acertar as contas com leão e não pagar mais uma multa bem evitável para os cofres públicos.

Já que o assunto é dinheiro, conheça três armadilhas que impedem as pessoas de deixem a classe média e alcancem a riqueza. Se você está devendo, eis algumas dicas sobre como lidar com as empresas de cobrança. Muito além do devo, não nego, pago quando puder.

O jornalismo da Gazeta do Povo segue a pleno vapor durante toda a sexta-feira de greve geral e o feriadão. Este Bom Dia volta a apitar no seu celular na terça-feira. Nos vemos em maio!

Este resumo é publicado de segunda a sexta-feira, sempre às 7 horas, e atualizado ao longo da manhã. Também é enviado por notificação para quem tem o aplicativo da Gazeta do Povo no celular (Android ou iOS).

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