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No programa Última Análise desta quarta-feira (19), os convidados falaram a respeito da reação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, à demora da Polícia Federal (PF) no caso de Fábio Luís Lula da Silva, o "Lulinha", filho do presidente Lula (PT). Sete meses foi o tempo que o órgão levou para entregar os dados brutos da quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico, levantando suspeitas sobre blindagem.
"Só podemos acreditar na palavra de André Mendonça, que é, no momento, a pessoa mais sensata no meio deste rolo, dentro do STF. Vale lembrar que Flávio Dino, em 2023, disse, com todas as letras, que a PF estava à serviço da causa de Lula", lembrou o colunista da Gazeta do Povo Luís Ernesto Lacombe, fazendo referência ao polêmico discurso.
O caso de Lulinha ganha contornos cada vez mais problemáticos. As frequentes visitas de Roberta Luchsinger ao Palácio do Planalto, amiga íntima do filho do petista, assim como conexões com Marco Aurélio Santana Ribeiro, o "Marcola", ex-chefe de gabinete de Lula, deixam mais escancarado um possível tráfico de influência.
"Mendonça só estava cobrando que os policiais fizessem o trabalho deles e agilizassem as investigações, para que fatos e dados fossem trazidos. Isso mostra que havia uma possível interferência na PF", diz a advogada Fabiana Barroso.
Toffoli: vexame internacional
Três anos depois que o ministro do STF, Dias Toffoli, anulou as provas da Lava Jato, o caso ganhou nova vida, mas pela Justiça britânica. Após legitimar a coleta de provas, a imagem do ex-advogado do PT ficou pior do que nunca, agora, diante da comunidade internacional.
"O juiz inglês é sempre polido, então, quando diz que a conduta de Toffoli foi 'altamente incomum', traduzindo para a linguagem nossa, seria muito pior e poderia até nos levar à cadeia", afirma o escritor Francisco Escorsim.
Dino e Moraes x liberdade de imprensa
Os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino se uniram para resgatar um antiga pauta, já decidida pela Corte: a obrigatoriedade de diploma para jornalistas. A movimentação ocorre poucos meses após a investigação ao jornalista maranhense Luís Pablo, que revelou o uso de veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) por Dino e seus familiares.
"Trata-se de uma tentativa de colocar um cabresto no trabalho de jornalistas. Essa discussão já está vencida e ultrapassada. A obrigatoriedade de diploma é anterior à própria Constituição Federal", diz Escorsim.
O programa Última Análise faz parte do conteúdo jornalístico ao vivo da Gazeta do Povo, no YouTube. O horário de exibição é das 19h às 20h30, de segunda a quinta-feira. A proposta é discutir de forma racional, aprofundada e respeitosa alguns dos temas desafiadores para os rumos do país.



