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Aumento de cobertura

Ciro Nogueira pretende reapresentar “emenda Master”

Senador atribuiu aos grandes bancos articulação contra aumento de cobertura pelo FGC.
Senador atribuiu aos grandes bancos articulação contra aumento de cobertura pelo FGC. (Foto: Andressa Anholete/Agência Senad)

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O presidente nacional do PP, Ciro Nogueira (PI), usou um vídeo em que se defende das acusações de envolvimento com o caso Master para defender o aumento do limite de garantia pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Uma proposta de mesmo teor apresentada por ele foi apelidada de "emenda Master" e buscava ampliar o limite de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. No vídeo, divulgado nesta terça-feira (12), Nogueira diz que reapresentará a proposta.

"Até hoje, ninguém veio a público explicar por que este valor não é corrigido há 13 anos, 13 longos anos, sendo que isso só beneficia quem? Os grandes bancos e a concentração bancária em nosso país. R$ 250 mil não é um valor pequeno, mas muitas pequenas empresas, muitas pessoas que têm poupança de uma vida inteira pode ser superior a isso", argumenta.

Os R$ 250 mil foram fixados em 23 de maio de 2013, sendo que antes o teto era de R$ 70 mil. A correção pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) indica que, hoje, o valor equivalente seria R$ 514 mil.

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As investigações da operação Compliance Zero revelaram que a "emenda Master" teria sido redigida no próprio banco de Daniel Vorcaro e, em seguida, encaminhada em um envelope à casa do senador. Em troca, ele teria recebido benefícios como uma mesada de até R$ 500 mil, viagens com tudo pago e uso de imóveis de luxo de propriedade de Vorcaro.

O senador alega que todos os valores encontrados são regulares e compatíveis com as atividades das empresas de sua família. O parlamentar ainda expressa estranheza com a deflagração em pleno ano eleitoral e justamente contra um líder da oposição.

"O que causa escândalo em um banco não é o FGC, é a falta de fiscalização. [...] Agora, não tem mais o Banco Master. Eu quero ver qual vai ser a desculpa que os grandes Bancos vão utilizar para negar esta proteção aos correntistas", conclui.

Um dos alvos da discussão sobre o FGC é a utilização da cobertura como chamariz em anúncios convidando a investir nas instituições. O deputado federal Eduardo Velloso (Solidariedade-AC) apresentou um projeto de lei para tentar coibir a prática.

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