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Com indicação de Messias, Lula chega ao quinto ministro na atual composição do STF

Com indicação de Jorge Messias, Lula chega ao quinto ministro na atual composição
Com indicação de Jorge Messias, Lula chega ao quinto ministro na atual composição do STF. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alcançou a marca de cinco ministros indicados ao Supremo Tribunal Federal (STF) na atual composição da Corte com a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso.

Em ordem cronológica, os nomes indicados por Lula são:

  • Cármen Lúcia, indicada em 2006 e empossada no mesmo ano;
  • Dias Toffoli, indicado e empossado em 2009;
  • Cristiano Zanin foi indicado em junho de 2023 e tomou posse em agosto do mesmo ano;
  • Flávio Dino foi indicado em novembro de 2023 e empossado em fevereiro de 2024;
  • Jorge Messias foi indicado em novembro de 2025 e aguarda sabatina e eventual posse, caso aprovado pelo Senado.

A indicação de Messias foi formalizada em novembro de 2025 e ainda depende de aprovação do Senado Federal. A sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que antecede a votação no plenário do Senado, ocorre desde o começo da manhã desta quarta-feira (29).

Caso seja confirmado, Messias será o terceiro nome escolhido por Lula apenas em seu atual mandato, após Cristiano Zanin e Flávio Dino.

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Messias reúne experiência no governo e proximidade com Lula

Atual chefe da Advocacia-Geral da União desde o início do terceiro mandato de Lula, Messias é considerado um nome de confiança do presidente e já atuou em diferentes áreas do governo federal.  

Nos bastidores, sua indicação foi interpretada como uma escolha política e estratégica. O nome de Messias também dialoga com setores religiosos — ele é evangélico — e com a base governista no Congresso.  

A escolha ocorreu após meses de especulação sobre possíveis indicados, que incluíam nomes do meio jurídico e político, como o do ex-presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG). 

Jorge Messias ganhou notoriedade nacional em 2016, durante a Operação Lava Jato, ao ser citado em um áudio interceptado entre a ex-presidente Dilma Rousseff e o presidente Lula. Na gravação, a então presidente menciona que enviaria “o Messias” com o termo de posse de Lula como ministro da Casa Civil, documento que poderia ser utilizado “em caso de necessidade”.  

O episódio foi interpretado por investigadores como uma tentativa de garantir foro privilegiado ao ex-presidente, o que levou à suspensão da posse por decisão do Supremo e transformou Messias — apelidado de “Bessias” após erro de transcrição — em figura conhecida no cenário político.

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Ao ocupar vaga deixada por Barroso, Messias deve herdar mais de 600 processos 

A vaga aberta por Barroso — que se aposentou antes do prazo obrigatório — abriu espaço para nova indicação presidencial e reforçou a tendência de renovação parcial da Corte.  

Caso seja aprovado pelo Senado, Jorge Messias deve assumir o acervo de processos herdado do ministro Luís Roberto Barroso. Estimativas apontam que o novo indicado ficará responsável por mais de 600 processos, incluindo casos remanescentes da Operação Lava Jato, disputas tributárias e ações de impacto político e social.  

Entre os processos, há investigações envolvendo autoridades com foro privilegiado, além de temas sensíveis já em tramitação no STF, o que pode colocar o futuro ministro no centro de julgamentos estratégicos logo no início de sua atuação na Corte.

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