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Segurança Pública

Comissão da Câmara aprova projeto que libera FGTS para comprar arma de fogo

Comissão da Câmara aprova projeto que libera FGTS para comprar arma de fogo
Projeto do deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) autoriza saque do FGTS para compra de arma de fogo. (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)

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A Comissão de Segurança Pública da Câmara aprovou nesta terça-feira (12) um projeto de lei que autoriza o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviços (FGTS) para comprar armas de fogo.

A proposta ainda precisa ser analisada pelas comissões de Finanças e Tributação, de Trabalho e de Constituição e Justiça. O PL 3824/2025, de autoria do deputado Marcos Pollon (PL-MS), recebeu um parecer favorável do relator, o deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP).

“Trata-se de uma autorização de uso pontual, dirigida a uma finalidade nobre e legítima: a proteção da vida”, afirmou Pollon na justificativa do projeto. Segundo o texto, o saque será autorizado anualmente, na data do aniversário do trabalhador ou no dia útil seguinte.

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O valor do saque será restrito ao montante necessário para cobrir os custos da arma de fogo, da cota anual de munições correspondente e de acessórios essenciais para a guarda segura do armamento.

Para acessar os valores, o interessado precisa apresentar:

  • Documentação que comprove a regularidade junto ao Sistema Nacional de Armas (SINARM) ou ao Sistema de Gerenciamento Militar de Armas (SIGMA);
  • Autorização de aquisição válida, emitida pelo órgão competente.

Pollon argumentou que o alto custo para a aquisição legal de uma arma “impede que grande parte dos trabalhadores de baixa renda exerça seu direito de defesa”. Ele nega que a proposta possa facilitar o acesso a armas.

“Não se trata, portanto, de qualquer tipo de facilitação indiscriminada, mas de um instrumento legítimo de autodefesa assegurado pelo Estado”, disse.

Além disso, o texto sustenta que a segurança pessoal e familiar se insere no escopo protetivo do FGTS, de forma similar ao que já ocorre em casos de moradia própria ou doenças graves.

Caso a lei seja aprovada e publicada, o Conselho Curador do FGTS terá um prazo de 90 dias para editar as normas complementares necessárias para operacionalizar os saques.

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