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"Clima de medo"

Glenn Greenwald: democracia será ilusão caso Moraes tire Flávio Bolsonaro das eleições

Jornalista responsável pela "vaza-jato" critica "ala pró-Lula no STF" e vê "clima de medo"
Jornalista responsável pela "vaza-jato" critica "ala pró-Lula no STF" e vê "clima de medo" (Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)

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O jornalista Glenn Greenwald avaliou que "a democracia brasileira não passará de uma ilusão" caso o Supremo Tribunal Federal (STF) condene o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por calúnia contra o presidente Lula (PT) e, com isso, o impeça de concorrer ao Planalto em 2026. Ele direcionou críticas específicas ao ministro Alexandre de Moraes, classificando-o como a "mais grave ameaça" e não o "salvador da democracia brasileira".

"Todos nós sabemos o que Moraes e Dias Toffoli fizeram com o BM [Banco Master]. A família Moraes recebeu R$ 80 milhões de um banco corrupto controlado por um bilionário, em troca de nada que possa ser identificado de forma crível!!! Mas esse grupo no STF passou tanto tempo prendendo e destruindo seus críticos que muitos têm medo de se opor, mesmo quando Moraes anuncia: 'Embora todos vocês saibam o que fiz, eu ainda assim vou censurar as eleições de 2026 (como fiz em 2022) e banirei qualquer candidato com chances de vitória de quem eu não goste'", opinou o jornalista em suas redes sociais, nesta quinta-feira (16).

Viúvo de David Miranda, deputado federal pelo PSOL, e responsável pelo projeto conhecido como "vaza-jato", que expôs mensagens entre procuradores da Operação Lava-Jato e o então juiz Sergio Moro, Glenn viu os elogios se transformarem em críticas após se posicionar contra ações do STF que considera abusivas.

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Na segunda-feira (13), Moraes mandou a Polícia Federal (PF) investigar se Flávio cometeu crime contra a honra ao dizer que Lula "será delatado", em uma postagem que também menciona os crimes de tráfico de drogas e armas, lavagem de dinheiro, "suporte a terroristas e ditaduras" e "eleições fraudadas". O pedido de instauração de inquérito foi feito pela própria PF e contou com a anuência do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Para Glenn, o Brasil estaria "refém de Moraes e de sua ala pró-Lula no STF", em um "clima de medo com seus abusos de poder" que impediria eventuais atitudes contra os ministros.

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