Publicidade
Governo

Lula ataca Flávio e chama filme sobre Bolsonaro de “mequetrefe”

Lula
Presidente ainda acusou a família Bolsonaro de "quadrilha" e alegou que dinheiro de "Dark Horse" foi usado para manter Eduardo nos EUA. (Foto: reprodução/Youtube Canal Gov)

Ouça este conteúdo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), atacou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e filme sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de “mequetrefe”, e alegou que o dinheiro para pagar a produção do longa teria sido utilizado para manter a estada do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos.

Os ataques foram feitos nesta quarta-feira (16) durante a gravação de um podcast no Palácio da Alvorada, residência oficial da presidência da República, em que o petista acusou Flávio de ter recebido dinheiro do ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master. Em meados de maio, áudios vazados à imprensa revelaram um pedido de dinheiro do senador ao empresário para financiar o filme “Dark Horse”, o que seria comprovado por um suposto contrato.

“Cadê os R$ 130 milhões que ele pegou do Vorcaro para o filme do seu pai? Aquele filme mequetrefe. O Flávio pegou o dinheiro, R$ 130 milhões, não foi (sic) R$ 13, não foi R$ 130 mil. Não foi R$ 1,3 milhão. Foi R$ 130 milhões pra fazer um filme e não explica onde está esse dinheiro”, disparou Lula em entrevista ao podcast Desce a Letra.

Durante o ataque, Lula afirmou que o dinheiro não foi para bancar o filme, e sim para manter a estada do irmão nos Estados Unidos para, segundo o petista, articular o que considera como um “golpe” contra o Brasil.

“Era um fundo que saía não sei de onde para os Estados Unidos para sustentar o irmão dele que está lá tramando golpe contra o Brasil, e se ele voltar para o Brasil vai ser preso. Porque traidor da Pátria tem que ser preso. Ele está vendendo o Brasil aos interesses americanos”, afirmou Lula.

O presidente emendou citando que “nós temos que falar o que eles são”: “é quase que uma quadrilha, não uma família”, completou no ataque chamando Flávio Bolsonaro de “desqualificado para presidir o país”.

Os novos ataques ao filme sobre a trajetória política de Bolsonaro e ao senador ocorrem em meio à investigação da Polícia Federal sobre suspeitas envolvendo o financiamento da produção, incluindo possíveis irregularidades com recursos de emendas parlamentares.

Na semana passada, a investigação que apura o caso levou a mais uma operação para cumprir mandados de busca e apreensão contra pessoas ligadas à produção, entre elas o deputado Mario Frias (PL-SP), que participou do projeto.

A Operação Make Up apurou que Frias teria direcionado cerca de R$ 2 milhões em emendas parlamentares a entidades do terceiro setor em um esquema de triangulação de recursos para financiar o filme sobre a trajetória política de Bolsonaro. Os investigadores identificaram que os repasses dessas emendas coincidem com os períodos e os gastos das filmagens, além de transferências pessoais de R$ 645 mil para a produtora Go Up Entertainment.

Por outro lado, Mário Frias rebateu as investigações e afirmou que as emendas foram destinadas legalmente a projetos de letramento digital e que não passam pelas mãos do deputado. Já Karina Gama, proprietária da Go Up e das entidades, também negou qualquer irregularidade na produção, afirmando que o filme foi custeado por fundos de investimentos privados e que está sofrendo “perseguição política”.

Ela também foi alvo da operação que tem um outro ramo de investigação por conta de contratos firmados com a prefeitura de São Paulo para a instalação de wi-fi gratuito em comunidades da capital paulista. A parceria ocorreu através das ONGs Instituto Conhecer Brasil (ICB) e Academia Nacional de Cultura.

As investigações apontam que os contratos tiveram preços inflados e subcontratações com indícios de fraude para o desvio de recursos para a Go Up.

Use este espaço apenas para a comunicação de erros

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.