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Embate ideológico

Lula reage à tentativa de Flávio de adiar tarifaço e volta a chamar Bolsonaros de “traidores da pátria”

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva. (Foto: Isaac Fontana / EFE)

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu nesta quinta-feira (2) à tentativa de Flávio Bolsonaro de aconselhar os EUA a adiarem a aplicação de novas tarifas ao Brasil. Segundo o presidente, o adversário seria subserviente ao país estrangeiro e um “traidor da pátria”, atribuindo novamente a aplicação de tarifas à família Bolsonaro.

"Pedir que o tarifaço contra o nosso país seja adiado para depois das eleições é mais uma atitude de traidores da Pátria. Nunca houve e não há qualquer justificativa para tarifaço agora ou depois", declarou o presidente no X.

Flávio pediu que a administração Trump adie por 180 dias a aplicação de novas tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, de acordo com o documento enviado ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês). O parlamentar afirmou que a medida, se entrar em vigor antes das eleições presidenciais, poderia fortalecer politicamente o presidente Lula.

O presidente petista rechaçou a iniciativa, chamando de “entreguista” e dizendo que o Brasil negocia de igual para igual com qualquer país. O presidente omite que a aplicação de tarifas se baseia na investigação da seção 301, que apura prejuízos aos EUA por práticas comerciais do Brasil.

Na manifestação de 86 páginas, encaminhada ao USTR, Flávio sustenta que as tarifas adotadas anteriormente não produziram os resultados esperados e não mudariam a postura das autoridades brasileiras. Segundo ele, as sanções comerciais acabaram sendo exploradas pelo governo federal como um discurso de defesa da soberania nacional.

“Pesquisas de opinião pública brasileiras mostram que a posição eleitoral do atual governo se fortaleceu precisamente durante os períodos em que a pressão tarifária dos EUA foi mais evidente”, afirmou no documento enviado ao órgão do governo do país norte-americano nesta quarta-feira.

O vice-líder do governo na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (PT-RJ), também embarcou na onda de críticas ao rival. “No documento enviado aos EUA, Flávio Bolsonaro não defende o Brasil. Ele pede apenas que o tarifaço seja adiado por cálculo eleitoral, porque sabe que a agressão contra a economia brasileira pode fortalecer Lula”, disse no X.

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