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A Polícia Federal reforçou a segurança do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça em meio ao agravamento da crise envolvendo as investigações do caso Banco Master. Mendonça é o relator do caso Master e da investigação sobre descontos ilegais no INSS.
Segundo fontes a par da situação ouvidas pela Gazeta do Povo, Mendonça passou a utilizar colete à prova de balas em algumas situações e a se deslocar em veículos blindados.
As medidas também abrangem a família do ministro. Além disso, a derrubada do sigilo do caso Master teria sido uma medida de autoproteção do relator.
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O aumento da segurança acontece em meio a crise no STF que teve início no último dia 1º, quando Mendonça retirou o sigilo de um relatório da PF que reúne mensagens trocadas entre Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o ministro Alexandre de Moraes.
O conteúdo passou a integrar o centro da disputa entre os ministros e será analisado pelo plenário do STF na próxima terça (15).
Em resposta, Moraes pediu autorização para investigar Mendonça no inquérito das fake news, utilizando relatórios de inteligência da Polícia Federal que apontavam supostas irregularidades na condução das investigações do Master e do INSS.
O documento sugeria que o relator poderia ter direcionado as investigações para atingir adversários políticos, incluindo o próprio Moraes e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Mendonça determinou, na última terça (8), o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada. Na decisão, ele afirmou ter sido alvo de um “monitoramento sistemático” por parte da inteligência da PF.
O ministro Flávio Dino reconduziu os diretores aos cargos. O presidente do STF, Edson Fachin, regiu à guerra de liminares, suspendendo os despachos de Dino e Mendonça e mantendo a cúpula da PF no comando da corporação.
Nesta quinta (10), Fachin pediu a Mendonça que levantasse o sigilo de documentos relacionados ao caso Master. Moraes, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o ministro Cristiano Zanin apontaram que parte dos autos não foi divulgada por Mendonça. Mais cedo, Fachin determinou a divulgação dos documentos que permaneciam sob sigilo.





