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Crise institucional

PGR cobra de Fachin fim do sigilo de todos os documentos do Caso Master

Banco Master
Sede do Banco Master, em São Paulo, liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

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A Procuradoria-Geral da República cobrou, nesta sexta-feira (11), do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, a liberação total de todos os documentos do Caso Master. Fachin já atendeu a solicitação.

O órgão afirma que os documentos liberados na noite de ontem pelo ministro André Mendonça induzem a uma “falsa impressão de transparência”.

"O que se verifica, porém, da listagem encaminhada é que nela não se contêm grande parte dos procedimentos atualmente correlatos à investigação mais ampla da chamada Operação Compliance Zero (IPL 5026), fato que, e embora se suponha motivado por alguma razão escusável de ordem administrativa, pode induzir à ideia equivocada de que a transparência que animou a medida proposta por V. Exa, perca, ao fim e ao cabo, o seu sentido último", diz a petição.

Ainda de acordo com o órgão, os documentos liberados pelo magistrado não contemplam todas as investigações da Polícia Federal no caso. O requerimento é assinado pelo vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho.

A liberação do sigilo do caso foi uma sugestão de Fachin ao relator dos processos da investigação Compliance Zero da PF. A liberação de parte dos documentos do caso Master confirmou informações já divulgadas e trouxe novos detalhes sobre a relação entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.

Uma das pessoas que aparecem nos documentos divulgados - mas não é, ela própria, investigada – é o próprio Procurador-Geral da República, Paulo Gonet. As investigações apontam uma relação próxima dele com o então banqueiro do Master, Daniel Vorcaro, inclusive com o financiamento de uma viagem para o seu filho.

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