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A Procuradoria-Geral da República cobrou, nesta sexta-feira (11), do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, a liberação total de todos os documentos do Caso Master. Fachin já atendeu a solicitação.
O órgão afirma que os documentos liberados na noite de ontem pelo ministro André Mendonça induzem a uma “falsa impressão de transparência”.
"O que se verifica, porém, da listagem encaminhada é que nela não se contêm grande parte dos procedimentos atualmente correlatos à investigação mais ampla da chamada Operação Compliance Zero (IPL 5026), fato que, e embora se suponha motivado por alguma razão escusável de ordem administrativa, pode induzir à ideia equivocada de que a transparência que animou a medida proposta por V. Exa, perca, ao fim e ao cabo, o seu sentido último", diz a petição.
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Ainda de acordo com o órgão, os documentos liberados pelo magistrado não contemplam todas as investigações da Polícia Federal no caso. O requerimento é assinado pelo vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho.
A liberação do sigilo do caso foi uma sugestão de Fachin ao relator dos processos da investigação Compliance Zero da PF. A liberação de parte dos documentos do caso Master confirmou informações já divulgadas e trouxe novos detalhes sobre a relação entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.
Uma das pessoas que aparecem nos documentos divulgados - mas não é, ela própria, investigada – é o próprio Procurador-Geral da República, Paulo Gonet. As investigações apontam uma relação próxima dele com o então banqueiro do Master, Daniel Vorcaro, inclusive com o financiamento de uma viagem para o seu filho.






