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Para entender

Quem são os ministros do STF que usaram jatos ligados a banqueiro?

Senadores fazem leitura do relatório final da CPI do Crime Organizado (Foto: Saulo Cruz/Agência Senado)

O relatório final da CPI do Crime Organizado, apresentado pelo senador Alessandro Vieira em 14 de abril de 2026, revela que quatro ministros do STF utilizaram aeronaves vinculadas ao ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, levantando suspeitas sobre conflitos de interesses.

Quais ministros do Supremo Tribunal Federal foram citados no relatório?

O documento aponta o uso de jatinhos particulares pelos ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Kassio Nunes Marques. Segundo as investigações, as aeronaves pertenciam a Daniel Vorcaro ou a empresas ligadas ao seu grupo econômico, como a Prime Aviation e a Prime You. O serviço foi apelidado pelos investigadores de 'Vorcaro Air'.

Quais são as principais suspeitas contra o ministro Alexandre de Moraes?

Moraes é apontado como o recordista de voos, com oito viagens realizadas em 2025. O período coincide com pagamentos milionários feitos pelo Banco Master ao escritório de advocacia de sua esposa. Além disso, a Polícia Federal encontrou mensagens sugerindo encontros privados entre o banqueiro e o ministro antes de alguns voos. O magistrado e o escritório negam irregularidades, alegando que os deslocamentos foram contratados formalmente.

O que a investigação descobriu sobre os ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes?

Toffoli teria utilizado o terminal executivo de Brasília em aeronaves da rede Master ao menos dez vezes, incluindo viagens para Lima e para a região de um resort onde possuía sociedade com parentes de Vorcaro. Já Gilmar Mendes é citado pelo financiamento de dois jatos para o retorno de um fórum jurídico em Lisboa, evento que ele organiza. O relator pediu o indiciamento de Mendes por conduta incompatível com o cargo.

Como os ministros e o tribunal reagiram às revelações da CPI?

Gilmar Mendes reagiu duramente, pedindo que a PGR investigue o senador Alessandro Vieira por abuso de autoridade e chamando o relatório de tentativa de constrangimento institucional. Alexandre de Moraes classificou as informações como falsas e baseadas em ilações. Nunes Marques confirmou um voo para Maceió, mas afirmou que foi convidado por uma advogada e não teve relação com os custos da viagem.

Como a CPI conseguiu rastrear essas viagens aéreas?

A descoberta foi possível através de um minucioso cruzamento de dados. Os parlamentares analisaram registros internos do próprio STF, informações do terminal de aviação executiva de Brasília, dados da Anac e do controle do espaço aéreo. Além disso, foram fundamentais as mensagens e arquivos recuperados no celular e na nuvem do banqueiro Daniel Vorcaro pela Polícia Federal.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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