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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin foi sorteado nesta terça-feira (22) relator do pedido do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) para obrigar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) a instalar Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master.
A comissão tem como objetivo apurar as supostas relações entre os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Master. Vieira apresentou um mandado de segurança à Corte no último dia 15.
Após a definição do relator, o parlamentar ressaltou que a "jurisprudência do STF é pacífica no sentido da instalação como direito da minoria, então a expectativa é de concessão da liminar e criação imediata da CPI".
"São fatos graves que precisam ser apurados com total transparência e o Senado é o espaço adequado para isso", afirmou Vieira no X. Na peça, ele relata que o requerimento para a criação da CPI foi protocolado em 9 de março de 2026 e contou com a assinatura de 41 senadores, número que supera o mínimo constitucional exigido de um terço da Casa (27 senadores).
O senador destaca que, decorridos quase seis meses desde o protocolo, Alcolumbre não realizou a leitura em plenário, nem deu andamento ao pedido. Ele reforça que a investigação parlamentar tem “fato determinado”.
Entre os episódios citados estão o contrato do Master com o escritório Barci de Moraes e as relações societárias envolvendo a empresa Maridt, vinculada à família de Toffoli, no resort Tayayá. Para embasar o pedido, o senador recorre à jurisprudência pacificada do próprio STF, que determinou a abertura da da CPI da Covid, em 2021.
Em abril deste ano, o senador tentou indiciar Moraes, Toffoli, o ministro Gilmar Mendes e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, em seu relatório para a CPI do Crime Organizado, também com base no caso Master. No entanto, o relatório foi rejeitado pela comissão.




