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Rodrigo Constantino

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Na dúvida, é culpa do presidente da República

  • PorPedro Henrique Alves
  • 11/01/2021 12:28
Na dúvida, é culpa do presidente da República
| Foto:

Por Pedro Henrique Alves, publicado pelo Instituto Liberal

O mundo acabou de descobrir a crise da qual o Bolsonaro havia falado em março do ano passado. Sim, os jornalistas e analistas das redações, num ritmo de Barrichello, começam a descobrir que têm uma dantesca crise econômica batendo em nosso bum bum coletivo, impulsionada pela pandemia e pelos lockdowns eternos ― obviamente deste último eles não falam.

​Entretanto, o que afeta a úlcera progressista da mídia, nesta semana, é a fala do presidente: “o país está quebrado”. De fato, essa fala é altamente contestável enquanto estratégia, dado que o mercado é “mais vapor de especulação do que gasolina de investimento”. Essa simples frase dita pelo presidente pode impossibilitar empréstimos futuros à União, desestabilizar indústrias e afastar investidores. Com certeza, Bolsonaro, mais uma vez, teria feito um favor ao universo se tivesse ficado calado; mas, cá entre nós, fecha a porta aí e senta aqui para eu falar uma coisinha: “ele mentiu”?

​Se formos analisar certos indicadores, pode ser que ele tenha exagerado: a queda vertiginosa do nosso PIB, prevista pelo FMI, não se concretizou, não na sua apocalíptica previsão; a indústria cambaleante de antes da pandemia continua, ao que tudo indica, resilientemente cambaleante também agora, sem pioras gritantes; o desemprego não está num patamar tão grotesco como as visões futurísticas previam em junho e julho.

Porém, nem tudo é tão simples. Há mais elementos no cálculo que levou o presidente a dizer o que disse. Alguém aí tem sérias dúvidas de que o governo já está com a corda no pescoço em relação aos gastos? Só com os gastos da pandemia, o Governo garfou 8% do PIB, 650 bilhões em menos de um ano. Para termos uma ideia, o governo, após a Reforma da Previdência, previa economizar 800 bilhões de reais em DEZ anos. Isso mesmo: em um ano, o governo gastou com medidas emergenciais quase 90% do que se esperava economizar em 10.

A conta não fecha mesmo. Os impostos subirão, sim senhor, cedo ou tarde. O auxílio emergencial, é sempre bom dizer, não sai nos moldes de Ciro Gomes, isto é, de uma impressora HP Deskjet; quem pagará esse auxílio seremos eu, você, a Joana, o Rodrigo, o Bastião, o Bolsonaro, o Amoedo, até a Manuela D’Ávila e o Boulos. O almoço continua não sendo grátis.

A novidade é que, após o Bolsonaro declarar que o país está quebrado, o povo descobriu que é ele o culpado por esses resultados, assim como pela invasão ao Capitólio americano e pela derrota vergonhosa do São Paulo pelo Bragantino, ontem.

Façamos aquela retrospectiva global, ao meu modo, é claro: pressionaram todos os governadores pelos lockdowns, fecharam quase todos os comércios e até algumas indústrias, dos pequenos aos grandes; quando corajosamente alguns determinados comerciantes abriam as portas, eram multados e até presos. Das cidades mais conhecidas aos lugares mais distantes do nosso Brasilzão, viam-se filas de lojas fechadas. Pediram para todos ficarem em casa para sempre, enquanto pressionavam para que o auxílio emergencial fosse estendido indiscriminadamente. Qualquer aumento de alíquota, a fim de aconchegar minimamente esse rombo estelar, prontamente era seguido de um bombardeio orquestrado de críticas; ao mesmo tempo, os jornais vendiam uma imagem escabrosa do país no exterior, para Estados e investidores, o que obviamente afetou e afetará as exportações…

Sério que o problema dessa crise econômica é toda do governo e do Bolsonaro? No início da pandemia, quando todos os políticos estavam tremendo em seus trajes pijamais de bolinhas, portando um linguajar sofisticado de pseudocientistas, num rompante de amor humano que nem Madre Teresa um dia ostentou, talvez o Bolsonaro tenha sido o único retardado do mundo que teve a coragem para afirmar que a crise econômica posterior seria gigantesca e avassaladora…

O ódio a alguém não pode impedir as pessoas de julgarem os fatos pelos fatos. Bolsonaro com certeza tem muito o que rever, pois errou até à exaustão em 2020, assim como muitos governadores, deputados e senadores. Novamente foi um homem impulsivo, que media o Brasil sob a ótica de sua ideologia, fincado nos arredores de seu cercadinho.

Porém, não, a crise econômica que chega como uma onda ainda no horizonte não pode ser colocada no bolso do presidente. Ser crítico não é ser canalha e analisar com o mínimo de isenção ainda é preciso. Se me permitem uma dica: olhem o mundo pelos próprios olhos antes de abrir o primeiro link do Facebook ou WhatsApp. Acreditem nos seus olhos antes de repetir a visão de terceiros.

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Comentários [ 3 ]

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  • D

    DONIZETE DUARTE DA SILVA

    11/01/2021 21:21:03

    O Brasil está quebrando há muito tempo. Costumo declarar em palestras que a indústria brasileira começou a perecer quando o homem pisou na Lua. Ocorre que depois de décadas governados por gente de esquerda, vem um cara que diz ser de direita. Foi eleito. Só que desse tema, não sei de outros, ele nada entende. Continua sendo um esquerdista vendendo esperança e culpando os outros pela carência de projetos e resultados. Sabe-se a pandemia. Não há projeto algum, discurso nenhum, ideia nenhuma. Só isso.

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      Claudio P Ribeiro

      11/01/2021 18:40:01

      Rodrigo Constantino, concordo em tudo que você coloca no seu artigo uma análise real do que está acontecendo, contudo não posso deixar de registrar a minha indignação coma piada sem graça sobre uma dos grandes desportistas do Brasil, Rubens Barrichello, essa piada iniciada pela turma do Casseta não se justifica. Não sei se você acompanha automobilismo, mas Rubens está entre os 5 maiores pilotos do Brasil, alguém que ficou 19 anos na F1, num ambiente de competição extrema não pode ser ruim. Após deixar a F1 veio correr no Brasil (depois de uma passagem pelo EUA) onde é sucesso nas pistas e entre o público, então sua piada foi infeliz.

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        Danilo Pagani

        11/01/2021 15:59:57

        Com a pandemia, se vc num pode fazer home office, vc precisa escolher qual estatística vc quer entrar: Dos contaminados, dos mortos, dos desempregados, dos que foram para a pobreza ou extrema pobreza, da depressão, da falta de presença as aulas, mas como diriam os jornalistas, que nunca pararam de trabalhar, fique em casa, a economia (educação, fome, desemprego, etc) a gente vê depois.

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