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Eles chamam os outros de negacionistas, de gado, mas adotam como verdades reveladas, como dogmas irrefutáveis, certas crenças que carecem de comprovação científica. Esses crentes dogmáticos não estão sabendo lidar com as dúvidas, tampouco com a liberdade de expressão.

Vejam o caso das vacinas. Apresentei no meu Twitter um dado: em 2020, sem vacinas, o Brasil não chegou a 200 mil mortes com covid; em 2021, com mais de 100 milhões de pessoas vacinadas com duas doses, até agora mais de 400 mil pessoas morreram, ou seja, cerca de o dobro. Fatos. Apenas fatos.

O padrão se repete mundo afora. Nos Estados Unidos, mais gente morreu com Covid este ano, com Biden como presidente, do que no ano passado inteiro, quando Trump ainda era o presidente. Não obstante, ninguém na imprensa chama Biden de genocida ou questiona a eficácia das vacinas. Ao contrário: é culpa dos não vacinados, alegam!

Você apresenta um fato - mais gente morreu no Brasil, nos EUA e em outros países - após o começo da vacinação em massa - e os crentes da "ciência" marcam o Twitter Safety para tentar te censurar. O fato é este e exige explicação. Jornalismo faz perguntas, não traz dogmas. Mas esses crentes interditaram o debate, inclusive introspectivo, pois possuem já suas "verdades" e "certezas", para a felicidade dos lobistas dos laboratórios.

Alexandre Garcia, no programa 4por4 este domingo, respondendo a uma pergunta minha, disse que a ciência nasce da dúvida. Parar de perguntar é a morte da ciência e do jornalismo isento. Em sua coluna de hoje na Gazeta do Povo, Garcia comenta sobre quem mais ganhou com esse clima:

Tem muita gente se queixando que quebrou sua empresa, que ficou desempregado, que não tem mais renda, que não vende mais. Mas tem uma atividade que está florescendo neste planeta: são os laboratórios produtores de vacina. Não vou entrar no mérito sobre eficácia e sobre segurança porque isso só o tempo dirá. Mas digo que foi um belo negócio o da produção das vacinas.

Outro grande jornalista da velha guarda, Carlos Alberto Di Franco, escreve sobre a perda da objetividade do jornalismo atual em sua coluna de hoje, também na Gazeta:

A crise do jornalismo está ligada à falência da objetividade e ao avanço do subjetivismo engajado. Quase sem perceber, alguns jornais sucumbem à síndrome da opinião invasiva. Ganham traços de redes sociais.

Ele se mostra preocupado também como o clima de censura atual: "Quem vai definir o que é ou não fake news? O Estado? Transferir para o Estado a tutela da liberdade é muito perigoso. Fake news se combatem não com menos informação, mas com mais informação, e informação mais qualificada".

Nas redes sociais - e infelizmente cada vez mais nas redações dos nossos jornais - o lance é demonizar quem faz perguntas incômodas para os crentes dogmáticos. Será que a vacina está relacionada ao surgimento de novas variantes? Nós não sabemos. É necessário questionar. Esse seria um bom ponto de partida para uma investigação. Mas os crentes já deram a resposta: a vacina salva vidas, é uma panaceia, e para o inferno com esses dados! O "argumento" dos crentes é este: você se vacinou também!

Alguns epidemiologistas sérios alertaram que iniciar uma vacinação em massa no meio de uma pandemia era algo inusitado e arriscado. Mas esses crentes nem querem saber se a própria vacina fez surgir variantes mais agressivas. Não se importa com os números, pois repete, sem pensar, que "todos" os mortos são de ignorantes bolsonaristas que não se vacinaram, o que é mentira. Venderam as vacinas como panaceia e agora não conseguem sequer questionar sua fé!

Segundo a página Hoje no Mundo Militar, a China vai obrigar todos os seus 200 mil jornalistas a fazerem um curso de 90 horas de "educação política" para garantir que estão "dentro das linhas do partido comunista chinês". O curso deverá ser repetido a cada 12 meses. Quantos militantes disfarçados de jornalistas em nossos veículos de comunicação não devem ter tido orgasmos com essa notícia e uma enorme pontada de inveja?! É o sonho deles impor isso no Brasil também.

Mas enquanto alguns jornalistas de verdade ainda respirarem, vamos continuar fazendo perguntas, questionando, trazendo dados incômodos que abalam dogmas de crentes fanáticos. Enquanto a reação desses crentes for a de rotular esses jornalistas de "negacionistas" e buscar a censura, estaremos ainda mais seguros da importância dos questionamentos. Afinal, o Ocidente não é a China - ainda. Graças a Deus - e aos que fazem perguntas incômodas.

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