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Novo mandato

Delegados cobram Tarcísio por nome paulista na secretaria de Segurança Pública

Sindicato teme que governador quebre tradição de mais de 27 anos de chefes da pasta nascidos no estado.
Sindicato teme que governador quebre tradição de mais de 27 anos de chefes da pasta nascidos no estado. (Foto: João Valério/Governo de SP)

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O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp) manifestou "expectativa e preocupação" com as especulações sobre o comando da Secretaria da Segurança Pública no segundo mandato de Tarcísio de Freitas (Republicanos). Em nota, a entidade cobrou que o governador reeleito escolha um profissional de São Paulo para o posto. A pasta não é comandada por alguém nascido fora do estado há mais de 27 anos.

"É imprescindível que a pasta tenha à frente profissional que seja de São Paulo e que detenha amplo conhecimento, inclusive técnico, das demandas das Forças de Segurança, bem como das minúcias e da dinâmica da violência paulista, para o eficaz combate à criminalidade e o pleno atendimento dos anseios da população", diz a nota divulgada nesta quarta-feira (4).

O primeiro governo de Tarcísio contou com Guilherme Derrite (PP-SP) na pasta da Segurança Pública. O então secretário, que era deputado federal licenciado, afastou-se temporariamente do cargo para relatar o projeto de lei Antifacção na Câmara e depois deixou a secretaria definitivamente para reassumir o mandato parlamentar. Em outubro deste ano, foi eleito senador. A vaga foi preenchida por Osvaldo Nico Gonçalves, ex-delegado-geral da Polícia Civil e então secretário-executivo.

O último secretário da Segurança Pública nascido fora de São Paulo deixou o cargo há mais de 27 anos. José Afonso da Silva era natural de Pompéu (MG) e integrou a gestão de Mário Covas até fevereiro de 1999.

Tarcísio combina paulista e não paulistas no governo e em indicações

No atual quadro do Palácio dos Bandeirantes, há ao menos sete secretários nascidos fora de São Paulo entre os titulares das 23 secretarias regulares. O próprio Tarcísio nasceu no Rio de Janeiro. Para disputar o governo paulista em 2022, transferiu seu domicílio eleitoral para São José dos Campos. Neste ano, foi reeleito no primeiro turno, com 14.491.874 votos, ou 62,65% dos votos válidos.

Olhando para fora do Executivo, o governador nomeou ao menos quatro autoridades nascidas fora de São Paulo para órgãos como o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) e o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP).

Entre os exemplos está o ex-ministro da Controladoria-Geral da União (CGU) Wagner de Campos Rosário, natural de Juiz de Fora (MG), indicado por Tarcísio para o Tribunal de Contas.

Outro nomeado foi Carlos Cezar, nascido em Douradina (PR). O ex-deputado estadual cresceu em Sorocaba, onde iniciou a carreira política, e assumiu uma cadeira no TCE-SP após aprovação pela Assembleia Legislativa.

A Corte de contas também recebeu o piauiense Maxwell Borges de Moura Vieira, após uma aprovação na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) que contou com o apoio do governador e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. Vieira construiu parte significativa de sua carreira em São Paulo, incluindo a presidência do Detran do estado.

Em outubro de 2025, Tarcísio escolheu dois nomes de listas tríplices encaminhadas pelo TJSP para ocupar cargos de desembargador pelo quinto constitucional. Um deles era o procurador Derly Barreto e Silva Filho, nascido no Rio de Janeiro, que tinha 32 anos de carreira na Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo.

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