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O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp) manifestou "expectativa e preocupação" com as especulações sobre o comando da Secretaria da Segurança Pública no segundo mandato de Tarcísio de Freitas (Republicanos). Em nota, a entidade cobrou que o governador reeleito escolha um profissional de São Paulo para o posto. A pasta não é comandada por alguém nascido fora do estado há mais de 27 anos.
"É imprescindível que a pasta tenha à frente profissional que seja de São Paulo e que detenha amplo conhecimento, inclusive técnico, das demandas das Forças de Segurança, bem como das minúcias e da dinâmica da violência paulista, para o eficaz combate à criminalidade e o pleno atendimento dos anseios da população", diz a nota divulgada nesta quarta-feira (4).
O primeiro governo de Tarcísio contou com Guilherme Derrite (PP-SP) na pasta da Segurança Pública. O então secretário, que era deputado federal licenciado, afastou-se temporariamente do cargo para relatar o projeto de lei Antifacção na Câmara e depois deixou a secretaria definitivamente para reassumir o mandato parlamentar. Em outubro deste ano, foi eleito senador. A vaga foi preenchida por Osvaldo Nico Gonçalves, ex-delegado-geral da Polícia Civil e então secretário-executivo.
O último secretário da Segurança Pública nascido fora de São Paulo deixou o cargo há mais de 27 anos. José Afonso da Silva era natural de Pompéu (MG) e integrou a gestão de Mário Covas até fevereiro de 1999.
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No atual quadro do Palácio dos Bandeirantes, há ao menos sete secretários nascidos fora de São Paulo entre os titulares das 23 secretarias regulares. O próprio Tarcísio nasceu no Rio de Janeiro. Para disputar o governo paulista em 2022, transferiu seu domicílio eleitoral para São José dos Campos. Neste ano, foi reeleito no primeiro turno, com 14.491.874 votos, ou 62,65% dos votos válidos.
Olhando para fora do Executivo, o governador nomeou ao menos quatro autoridades nascidas fora de São Paulo para órgãos como o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) e o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP).
Entre os exemplos está o ex-ministro da Controladoria-Geral da União (CGU) Wagner de Campos Rosário, natural de Juiz de Fora (MG), indicado por Tarcísio para o Tribunal de Contas.
Outro nomeado foi Carlos Cezar, nascido em Douradina (PR). O ex-deputado estadual cresceu em Sorocaba, onde iniciou a carreira política, e assumiu uma cadeira no TCE-SP após aprovação pela Assembleia Legislativa.
A Corte de contas também recebeu o piauiense Maxwell Borges de Moura Vieira, após uma aprovação na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) que contou com o apoio do governador e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. Vieira construiu parte significativa de sua carreira em São Paulo, incluindo a presidência do Detran do estado.
Em outubro de 2025, Tarcísio escolheu dois nomes de listas tríplices encaminhadas pelo TJSP para ocupar cargos de desembargador pelo quinto constitucional. Um deles era o procurador Derly Barreto e Silva Filho, nascido no Rio de Janeiro, que tinha 32 anos de carreira na Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo.




