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Indicado por Tarcísio, deputado Tomé Abduch deve assumir secretaria na gestão Ricardo Nunes em São Paulo.
Indicado por Tarcísio, deputado Tomé Abduch deve assumir secretaria na gestão Ricardo Nunes em São Paulo.| Foto: Reprodução/Instagram Tomé Abduch

Vice-líder do governo Tarcísio de Freitas na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), Tomé Abduch (Republicanos) deve assumir a Secretaria de Urbanismo e Licenciamento da capital paulista. Ele foi indicado por Tarcísio (Republicanos) após a confirmação de apoio à reeleição do prefeito Ricardo Nunes (MDB).

A iniciativa é vista como mais uma tentativa de aproximar Nunes da ala da direita e de pessoas ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo apuração da Gazeta do Povo, Bolsonaro só vai anunciar publicamente o apoio a Nunes quando tiver batido o martelo sobre a escolha de quem será o vice na chapa do emedebista. O nome que vem ganhando força é o do coronel Mello Araújo, ex-comandante da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), batalhão da Polícia Militar (PM) de São Paulo.

O parlamentar é um dos fundadores do movimento de direita conhecido como “Nas ruas”. Abduch está no primeiro mandato na Alesp, tendo sido eleito com cerca de 220 mil votos. Mesmo recém-chegado à Casa, ele foi escolhido por Tarcísio para ser o vice-líder do governo e integrar o conselho da TV Cultura, na tentativa de deixar a emissora paulista com uma postura mais à direita. "Dialogue com 100% da população, e não apenas com parte dela", disse Abduch, ao ser indicado para o conselho televisivo.

Ao indicar seu vice-líder para assumir uma pasta na gestão Nunes, Tarcísio sinaliza que está engajado na campanha para reeleger o prefeito da capital paulista. Abduch substituirá Marcos Duque Gadelho, que está deixando o cargo por questões particulares. Embora oficialmente a prefeitura não confirme a mudança, a troca é dada como certa nos bastidores políticos.

Esta é a segunda indicação de secretário da cúpula da direita em São Paulo. Apesar do passado como integrante de governos petistas, o ex-ministro Aldo Rebelo (PDT) também foi indicado por pessoas próximas de Bolsonaro.

Outros nomes próximos de Tarcísio e Bolsonaro podem aparecer na gestão Ricardo Nunes.

A prefeitura de São Paulo não respondeu os questionamentos da reportagem da Gazeta do Povo. O deputado Tomé Abduch também preferiu não comentar.

Cientista política vê "dança de cadeiras" como estratégia de Nunes e Tarcísio

Denilde Holzhacker, cientista política e professora da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), analisa que a troca na secretaria influencia a eleição para a prefeitura de São Paulo e integra uma estratégia do Republicanos. “Para o Tarcísio, isso abre a possibilidade de conseguir fazer uma movimentação de danças de cadeiras, porque tem alguns secretários que vão sair candidatos no interior e vai precisar fazer uma rearticulação dos suplentes. Pode também estar dentro dessa estratégia mais geral do próprio partido”.

Para ela, é uma sinalização relevante de Nunes em mostrar aproximação com a direita. "O Nunes tem que caminhar mais para a direita, porque ele tem um candidato (de oposição) definido à esquerda. Com o lançamento da candidatura da Tabata (Amaral, PSB), que é uma candidata do espectro do centro, ele tem que se definir no eleitorado da direita. O movimento de se aproximar do Tarcísio está dentro dessa lógica. A questão é o quanto esse movimento vai ser, de fato, suficiente para ele ter uma identificação com eleitor. Essa é a grande dúvida da sustentação da campanha dele”, aponta Holzhacker.

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