O adolescente de 15 anos que sofreu traumatismo craniano após cair de um brinquedo kamikaze que quebrou ao meio em Castro, na região dos Campos Gerais, teve morte cerebral neste sábado (28). Bruno Ramon Pereira estava internado em estado grave no Hospital Bom Jesus, em Ponta Grossa, desde o dia do acidente, que ocorreu na tarde de domingo (22).
De acordo com o boletim médico, o adolescente havia sofrido politraumatismo grave, com fratura de crânio, fratura de ossos da face, laceração com avulsão da hemiface direita, fratura exposta de joelho e fêmur direito, traumatismo abdominal e feridas múltiplas no membro inferior esquerdo e região perineal
Além de Pereira, outras nove pessoas ficaram feridas depois que o brinquedo, que chega a dar giros de 360 graus, partiu ao meio, derrubando os ocupantes. Todas as vítimas, que têm entre 12 e 18 anos de idade, foram encaminhadas ao Hospital Ana Fioriolo Menarin, em Castro. Os demais adolescentes apresentavam apenas lesões consideradas leves e foram todos liberados no mesmo dia.
Investigação
O parque foi montado para as comemorações do aniversário de 305 anos da cidade de Castro. Depois do acidente, todos os brinquedos foram interditados pela Polícia Militar (PM).
O responsável pela organização do parque, Reinaldo Rodrigues dos Santos, 40 anos, se apresentou à polícia na manhã de sexta-feira (27). Santos disse que não foi apresentado nenhum documento para o parque funcionar e a contratação foi feita verbalmente apenas.
Em depoimento, Santos alegou que não era o responsável por providenciar a documentação e as vistorias dos brinquedos locados. Ele teria afirmado que foi contratado por um funcionário da prefeitura.
O próximo passo da investigação será interrogar o funcionário da prefeitura apontado por Santos como a pessoa responsável por sua contratação, o que deve acontecer na próxima semana.
A polícia já ouviu as vítimas, testemunhas e o proprietário do brinquedo que quebrou. Segundo o dono do kamikaze, a fabricação do brinquedo foi artesanal, feita por ele mesmo, e o organizador do parque era quem iria providenciar a autorização para todos os brinquedos funcionarem no local.
Cada brinquedo do parque pertencia a um dono diferente. O Instituto de Criminalística fez a perícia do brinquedo quebrado e o resultado do laudo deve sair entre 15 a 30 dias.
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