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Caso Eliza

Bola não deu curso para grupo especial da Polícia Civil, diz inspetor

Júlio Monteiro denunciou ex-policial por 2 homicídios com tortura em 2008. Segundo ele, crime teria ocorrido dentro de centro de treinamento em MG

  • PorG1/Globo.com
  • 12/07/2010 13:01

O inspetor Júlio Cesar Monteiro, ex-chefe do Grupo de Respostas Especiais (GRE), disse que Marcos Aparecido dos Santos, suspeito de matar Eliza Samúdio, nunca deu aulas para policiais desse grupo. Monteiro disse, nesta segunda-feira (12), que conheceu Santos por meio de um subinspetor do GRE. Santos teria participado do treinamento, mas foi expulso depois de oito meses, quando foi descoberto que ele não fazia parte da corporação.

"Ele era assistente de manutenção no centro de treinamento e nunca deu curso para a polícia lá. A farda que ele aparece usando em vídeos divulgados neste fim de semana não são do GRE, pois não tem distintivos característicos da corporação. Soube que ele era dono da área junto com o subinspetor", disse Monteiro, que hoje está lotado na Delegacia Regional Noroeste.

Irmão de Marcos Antonio Monteiro, chefe da Polícia Civil de Minas Gerais, o inspetor disse que recebeu mais de 20 ameaças de morte, que ele acredita terem sido originárias de integrantes do grupo de elite, que concordavam com os possíveis crimes cometidos por Bola no centro de treinamento.

"Isso aconteceu quando levei o caso para a Corregedoria da Polícia Civil de Minas Gerais. Antes de levar a denúncia adiante, chamei o Bola e o subinspetor para me explicar o que estava acontecendo. Neste momento, eles me relataram, com riquezas de detalhes, terem torturado, algemado, matado, esquartejado, dado parte dos corpos de dois homens para cães comerem e queimado o que restou dos corpos", disse Monteiro.

O relato, ainda segundo o inspetor Monteiro, foi feito para ele com ares de ameaça. "Essas duas mortes só foram relatadas para mim para que eu entendesse a violência de que eles seriam capazes de cometer. Foi uma espécie de intimidação. A partir daí, retirei imediatamente os policiais de todas as atividades previstas naquele centro de treinamento, pois os dois homicídios, de acordo com o relato deles, ocorreu dentro daquela área."

Perfil indisciplinado

Marcos Aparecido dos Santos, também conhecido como Bola, Neném ou Paulista, entrou na Polícia Civil em março de 1991 e foi exonerado em 22 de julho de 1999, após ser enquadrado pela Lei Orgânica da Polícia Civil, de número 5406, artigo 99, alíneas A e D. Ainda segundo a corregedoria, as alíneas correspondem a falta de idoneidade moral e falta de disciplina, respectivamente.

O suspeito já respondeu a processos por furto, formação de quadrilha e porte ilegal de arma. Em todos os casos ele foi absolvido. Marcos Aparecido respondeu a processo por furto em 1992, ano em que foi exonerado. Entre 1994 e 1996, foi acusado de furto, extorsão e formação de quadrilha. Em novembro de 2004, o ex-policial foi preso em flagrante por porte ilegal de arma.

Medo

Vizinhos do sítio usado pelo ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, em Esmeraldas (MG), contaram ao G1, que ouviram tiros no local, há cerca de 20 dias. Todos afirmaram ter medo dele por causa da fama de violento que ele tem na região. Um dos moradores afirmou que ele não é visto na região desde fevereiro, mas confirmou que houve movimentação de pessoas no imóvel, que era usado como centro de treinamento de cães. Segundo a polícia, ele é um dos suspeitos de ter matado Eliza Samudio.

O endereço passou por duas varreduras feitas por policiais civis e bombeiros de Minas Gerais, na quinta-feira (8) e sexta-feira (9). Cães farejadores foram usados na tentativa de localizar um possível corpo de Eliza.

Ainda segundo relatos dos vizinhos, o ex-policial costumava ir sozinho ao local, mas a última vez que teria estado na região, ele estava acompanhado de uma mulher loira e dirigia um utilitário.

Os moradores e comerciantes da região afirmaram um grupo de extermínio atuaria nas redondezas e que os corpos seriam jogados em uma área próxima ao terreno usado pelo ex-policial. O G1 ouviu quatro pessoas, que fizeram os mesmo relatos, mas nenhum soube afirmar se Santos estaria envolvido. A Corregedoria da Polícia Civil foi procurada para comentar o caso, mas ainda não se pronunciou.

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