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O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, pediu, na tarde desta segunda-feira (21), ao presidente do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), desembargador Luiz Zveiter, a transferência de nove presos suspeitos de invadir o Hotel Intercontinental, no sábado (21), em São Conrado, na Zona Sul da cidade. As informações foram confirmadas pela assessoria do TJ-RJ.

O governador fez o pedido ao desembargador, que está no Vale do Paraíba, por telefone. De acordo com o Tribunal de Justiça, Luiz Zveiter determinou a transferência dos nove presos ainda nesta segunda-feira. No entanto, ainda não há informações sobre o destino dos criminosos. A Justiça do Rio ainda está verificando qual presídio poderá receber os presos.

Na manhã de sábado (21), os criminosos invadiram o Hotel Intercontinental e trocaram tiros com policiais militares. Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública, cerca de 50 homens estavam na ação, além dos nove homens presos, um menor foi detido. Durante ação, os criminosos fizeram 35 pessoas reféns.

A polícia informou nesta segunda-feira (23) que não pretende fazer, por enquanto, operações para prender outros criminosos que participaram da ação: "Não faremos nenhuma operação com base no revanchismo para achar os criminosos que fugiram depois do confronto com os policiais", afirmou o tenente-coronel do 23º BPM (Leblon), Rogério Leitão.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, a ação começou quando criminosos teriam deixado um baile funk no Vidigal, e se depararam com equipes da Polícia Militar na Avenida Aquarela do Brasil. Alguns criminosos conseguiram fugir e outros entraram no Hotel Intercontinental. Cinco das 35 pessoas feitas reféns eram hóspedes estrangeiros. Os homens se renderam após cerca de três horas de negociação com policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope).

Traficante Nem

Segundo o coronel, a Polícia Militar não tem informações sobre a presença do traficante Nem, que seria o chefe do trafico na Rocinha, no comboio de criminosos que saiu de um baile funk no Vidigal, e encontrou agentes da PM na Avenida Aquarela do Brasil, onde se iniciou o confronto.

"Não temos informações sobre a presença do Nem no evento, mas se qualquer novidade sobre o assunto surgir vamos investigar", disse.

De acordo com Leitão, a PM descarta a possibilidade de que policiais do Grupo de Armamento Tático (GAT) teriam trocado tiros com criminosos no Vidigal, quando o comboio de suspeitos deixava o baile funk. A versão foi dada na edição desta segunda-feira do jornal O Globo. "Nossos policiais escaparam de ser chacinados, foram heróis. O policiamento está reforçado na região para dar tranquilidade aos moradores", contou.

Segundo o coronel, a PM vai estudar a possibilidade de premiar os primeiros agentes que enfrentaram os criminosos na manhã do último sábado.

Disque-Denúncia recebeu 12 ligações com informações sobre traficantes da Rocinha após o tiroteio.

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