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Decisão de Moraes

Defesa de Débora do Batom recorre ao STF contra suspensão da Lei da Dosimetria

Defesa de Débora do Batom recorre ao STF contra suspensão da Lei da Dosimetria
Defesa questiona suspensão da Lei da Dosimetria e afirma que Débora Rodrigues já cumpriu tempo suficiente da pena para progressão. (Foto: Débora Rodrigues/Arquivo Pessoal / Joedson Alves/Agência Brasil)

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A defesa de Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como Débora do Batom, apresentou nesta segunda-feira (11) ao Supremo Tribunal Federal (STF) um recurso contra a decisão monocrática do ministro Alexandre de Moraes que suspendeu a Lei da Dosimetria (Lei 15.402/2026).

A defesa da cabeleireira havia solicitado a aplicação da nova regra após o Congresso derrubar o veto do presidente Luiz Inácvio Lula da Silva (PT) à proposta. No entanto, Moraes negou o pedido, argumentando que a lei ainda não estava em vigor.

A norma foi promulgada pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), na última sexta (8) e, em seguida, publicada no Diário Oficial da União (DOU). No mesmo dia, a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e a Federação PSOL-Rede pediram a suspensão imediata da dosimetria.

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Sorteado relator do caso, Moraes suspendeu os efeitos da regra até que o plenário do STF decida sobre as ações. A Lei da Dosimetria permite a redução das penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e da suposta tentativa de golpe de Estado, caso do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

No agravo, os advogados de Débora solicitam a reconsideração imediata da decisão ou que o caso seja levado ao plenário da Corte, a aplicação integral da dosimetria e o reconhecimento do novo cálculo de pena, com a progressão de regime e a flexibilização das restrições.

A defesa de Débora sustenta que a suspensão da lei, motivada pela pendência das ações, é irregular, pois não houve concessão de medida cautelar pelo plenário do STF suspendendo a eficácia da norma

O recurso aponta ainda um “excesso de execução” penal. Segundo os advogados, Débora já teria alcançado o requisito temporal para a progressão de regime em agosto de 2025, considerando o tempo de prisão preventiva desde março de 2023 e as remições de pena acumuladas.

Apesar disso, a cabeleireira segue em prisão domiciliar e precisa cumprir uma série de medidas cautelares como uso de tornozeleira eletrônica, proibição de acesso a redes sociais e de conceder entrevistas.

Os advogados alegam que sucessivos pedidos de progressão, feitos desde agosto de 2025, permanecem sem análise jurisdicional. Débora foi condenada a 14 anos de prisão por participar dos atos e pichar com batom a frase "Perdeu, mané" na estátua A Justiça, localizada em frente ao edifício-sede do STF.

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