i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?
Terra Indígena Caramuru-Paraguaçu

Índios Pataxó dizem estar preparados para eventual adiamento de julgamento no STF

  • PorAgência Brasil
  • 23/09/2008 17:19

Apesar da esperança de uma decisão favorável, aguardada há 25 anos, os índios Pataxó Hã Hã Hãe estão conscientes de que podem ter que esperar ainda mais por uma decisão judicial relacionada ao uso exclusivo de suas terras.

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) julgam na quarta-feira (24) ação em que a Fundação Nacional do Índio (Funai) pede que sejam declarados nulos os títulos de propriedade sobre imóveis rurais na Terra Indígena Caramuru-Paraguaçu, área de 54,1 mil hectares no Sul da Bahia.

Como no mês passado, um pedido de vista do ministro Menezes Direito suspendeu o julgamento sobre a demarcação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, os Pataxós não descartam que o gesto se repita.

"Se acontecer [um pedido de vista], a gente está preparado. Mas não vamos parar de lutar pelo nosso direito. Vamos deixar uma comissão aqui para que chegue até o final", afirmou a cacique Ilza Rodrigues.

Os indígenas alegam que "parentes" foram vítimas de assassinatos, sequestros, invasões e ameaças desde que os fazendeiros obtiveram títulos de posse na área, emitidos pelo governo da Bahia após a a terra já ter sido demarcada. "Já perdemos várias lideranças tombadas por pistolagem na luta pela terra", disse Ilza.

Já os fazendeiros sustentam na ação que "raríssimos Pataxós" transitavam pela região de suas posses até o ano de 1970. Dizem ainda que não havia "localização ou morada permanente dos silvícolas" comprovadas.

A tese dos fazendeiros, entretanto, é questionada pela antropóloga da Universidade Federal da Bahia (UFBA) Maria Hilda Paraíso, que realiza estudos na área desde 1976. Para ela, os produtores rurais não mentem, mas omitem informações.

"Não é um argumento falacioso, mas tem de ser contextualizado. Os índios não estavam lá porque os fazendeiros os expulsaram. Na verdade, houve os que conseguiram resistir e isso caracteriza o uso contínuo e garante a eles [índios] o direito de reivindicarem o território", assinalou Hilda.

Nesta terça-feira (23), cerca de 200 índios Pataxó Hã Hã Hãe fizeram, em Brasília, um ato público em defesa da retirada dos fazendeiros que ocupam parte da área indígena na Bahia.

Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]

Receba Nossas Notícias

Receba nossas newsletters

Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

Receba nossas notícias no celular

WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

Comentários [ 0 ]

Máximo 700 caracteres [0]

O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Termos de Uso.