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Programa

Mais Médicos: continua a rejeição a cidades sem profissionais da área

Segundo especialistas de saúde, um atendimento correto é capaz de suprir 80% das demandas básicas de saúde

  • PorAgência Estado
  • 15/09/2013 09:30

Entre as 272 cidades do Brasil que não têm nenhum médico nas equipes do Programa Saúde da Família (PSF), somente 12% receberam profissionais vinculados ao Mais Médicos. Os números demonstram que a rejeição a esses municípios persiste: quase metade dos 33 beneficiados (17) terá apenas médicos cubanos, designados pelo governo federal.

Segundo cruzamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo, 189 das cidades (69%) com esta carência de profissionais pediram médicos para o programa nas duas etapas de seleção. Entre elas, somente 48 (25%) foram consideradas prioritárias pelo governo, apesar de não terem nenhum médico no PSF - a saúde da família é um dos focos do programa. Criado em 1994, o PSF se tornou essencial em comunidades em situação de extrema pobreza e regiões mais distantes. O sistema, que inclui visitas domiciliares dos profissionais às famílias, permite que haja um monitoramento mais próximo.

Segundo especialistas da área da saúde, um atendimento correto é capaz de suprir 80% das demandas básicas de saúde, como atendimentos corriqueiros e acompanhamento de doenças crônicas, como hipertensão e diabete. Não à toa, a prioridade do Mais Médicos é compor equipes de atenção básica nos municípios. O problema é que, mesmo estando entre as cidades prioritárias, a maioria continua sem médico porque não foi atendida pelo programa. É o caso de Jandira, com 110.842 habitantes, na Região Metropolitana de São Paulo. A cidade não tem equipe de saúde da família e requisitou 28 médicos ao governo federal.

"O que eu posso dizer é que estou frustrado, decepcionado. Pedimos 28 médicos. Não esperava receber todos, mas pelo menos um terço disso", afirmou Elissandro Márcio Lindoso, secretário municipal de Saúde do município. De acordo com ele, a cidade enfrenta sérios problemas de fixação de médicos por causa da questão salarial. A prefeitura paga, em média, R$ 5 mil por um contrato de 40 horas semanais, a metade do valor que será pago no Mais Médicos. No início do ano, Jandira pediu ao governo profissionais pelo Programa de Valorização da Atenção Básica (Provab), voltado para recém-formados em Medicina. A bolsa é de R$ 8 mil. "Quatro médicos se inscreveram, dois desistiram no meio, dois vieram trabalhar e só um continua. É muito difícil", diz o secretário.

A situação se repete de Norte a Sul do País, em cidades pequenas e de regiões distantes. O município de Carrapateira, na Paraíba, por exemplo, não tem nenhum médico de saúde da família para os 2.441 habitantes. A cidade requisitou profissionais ao programa, foi considerada prioritária, mas acabou não sendo contemplada. O mesmo aconteceu em Itapevi, na Grande São Paulo.

Para Laura Camargo Macruz Feuerwerker, professora da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, enquanto os médicos brasileiros puderem escolher para onde ir, vai continuar faltando médico na atenção básica. "A demanda dos municípios mais distantes só será preenchida quando o governo disser onde os médicos precisam ir", avalia. "Em geral, os brasileiros preferem se alocar em cidades maiores onde poderão trabalhar no SUS e na saúde suplementar", completa.

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