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O autor do atentado contra um estudante da Faculdade Ingá (Uningá), Anderson Gargan, 24 anos, deve prestar depoimento apenas na próxima semana, segundo o delegado que cuida do caso, Nilson Rodrigues. O rapaz foi indiciado por dupla tentativa de homicídio e deve ficar preso até o julgamento.

Ele chegou a Maringá na madrugada desta sexta-feira (16), acompanhado por dois oficiais da 9ª Subdivisão de Polícia Civil (SDP).

"As provas caminham para isto: dupla tentativa de homicídio qualificada. Primeiro pelo enforcamento [Gargan tentou esganar a ex-namorada antes do ataque]. Quando ele veio à sala de aula, já estava premeditando esse crime, armado com um revólver calibre 38", relatou o delegado Nilson.

Gargan chegou de Rondônia por volta das 5h30 desta sexta-feira. Desde então, ele está detido no Setor de Carceragem Temporária. "Espero pagar pelo meu erro, ser condenado. Me arrependo, quero seguir minha vida, trabalhar... E vida para frente", disse o rapaz.

A previsão inicial era de que Gargan chegasse à cidade no início da madrugada. No entanto, como o Aeroporto Silvio Name Junior estava fechado para pousos e decolagens, a aeronave teve de pousar em Presidente Prudente, no estado de São Paulo. De lá, ele veio de ônibus para Maringá.

O atentado na Uningá teria motivação passional. Depois de terminar o namoro com Gargan, a estudante de Fisioterapia Joice de Lima Westerkamp estaria se envolvendo com o colega de classe Alex Algudo, 27 anos. Aparentemente, foi por esse motivo que Gargan entrou armado na sala de aula dos dois e tentou matar Algudo, no dia 28 de junho.

Garganfoi preso pela Polícia Civil de Rondônia na noite de 6 de julho. No dia 14, dois investigadores foram buscá-lo em Rondônia, com passagens custeadas pela Uningá, que atendeu ao pedido de ajuda da 9ª SDP.

O atentado

No dia 28 de junho, Gargan entrou armado em uma sala do curso de Fisioterapia, logo após às 19h. Depois de espalhar pânico entre os alunos, ele pediu que todos fossem para o fundo da sala. Em seguida, começou a perguntar por um Adriano. A turma disse que não havia ninguém com esse nome. Gargan, então, localizou Algudo, com quem já tinha brigado há cerca de dois meses, por causa de Joice.

Gargan mandou o estudante se ajoelhar e disparou duas vezes contra ele. Os tiros, porém, falharam. Em seguida, os dois começaram a lutar e mais três tiros foram desferidos, mas atingiram somente carteiras e paredes. Em seguida, os dois começaram a lutar. Algudo levou quatro coronhadas na cabeça e, por isso, teve de ser levado ao Hospital Santa Rita, em Maringá, para levar cerca de 20 pontos.

O estudante admitiu ao JM que estava se relacionando com Joice . Segundo Algudo, Joice e Gargan terminaram o namoro há aproximadamente um mês e, na sequência, os dois estudantes começaram a se "conhecer melhor". No dia 29 de junho, Joice contou à Polícia Civil que Gargan tentou matá-la por esganadura, na manhã do dia 28. No entanto, ela conseguiu fugir.

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