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Segurança pública

Paraná no olho do furacão carioca

Presídio de Catanduvas e fronteira com o Paraguai, por onde passa armamento ilegal pesado, tornam estado fator importante na crise

  • PorAri Silveira e Guilherme Voitch, da Redação, e Luiz Carlos da Cruz, correspondente
  • 19/10/2009 21:04
Policiamento reforçado: entradas dos morros envolvidos na disputa deste fim de semana tiveram vigilância extra | Ricardo Moraes/Reuters
Policiamento reforçado: entradas dos morros envolvidos na disputa deste fim de semana tiveram vigilância extra| Foto: Ricardo Moraes/Reuters

Ministério nega ordem de Catanduvas

O Departamento Penitenciário Nacional (Depen), órgão do Ministério da Justiça, nega que a ordem para os ataques de sábado tenha partido de traficantes presos na Penitenciária Federal em Catanduvas, no Oeste paranaense. Em nota divulgada pela assessoria de comunicação do ministério, o Depen repudia a informação, atribuída à Polícia Civil do Rio.

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Lula condena atos de violência

presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou ontem os atos de violência registrados no Rio durante o fim de semana e afirmou que o governo federal está disposto a ajudar o estado no que for preciso para "limpar a sujeira que essa gente [criminosos] impõe ao Brasil". "Não poderia ter outras palavras além da condenação, sob todos os aspectos, aos irresponsáveis que colocam em risco vidas inocentes", afirmou o presidente.

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Curitiba e Cascavel - A posição geográfica do Paraná e a existência de um presídio federal no município de Catanduvas tornaram o estado um fator potencialmente importante para explicar a atual crise de segurança do Rio de Janeiro – desde o fim de semana, quando teve início uma disputa de traficantes da cidade, 22 mortes já foram registradas. O presídio tornaria o estado palco de decisões de criminosos com grande poder de fogo. Já a posição geográfica, na fronteira com o Para­­guai, faz do estado a principal entrada de armamento pesado ilegal no Brasil. Armamento como o que pode ter derrubado um helicóptero, causando a morte de três policiais no Rio.

O presídio de Catanduvas apareceu no noticiário já no fim de semana como possível origem da ordem para a invasão do Morro do Macaco. Um dos presos de Catan­­duvas, Marcinho VP, ligado ao Comando Vermelho (CV), teria ordenado a ocupação do local, cujo tráfico antes estava nas mãos de outro grupo criminoso, a Amigos dos Amigos (ADA).

Ontem, o Ministério da Justiça negou que o presídio tenha sido a origem da ordem para a invasão do morro (veja texto nesta página). Porém, apesar de o governo afirmar que o serviço de inteligência do sistema penitenciário federal e o aparato de segurança da Peniten­­ciária Federal de Catanduvas "não permitem comunicação [dos presos] com o ambiente exterior", em pelo menos duas vezes a Polícia Federal (PF) interceptou recados de detentos para comparsas que estão soltos.

Em março deste ano, uma advogada carioca foi surpreendida em flagrante pelas câmeras de vigilância do presídio quando tentava sair da unidade com uma carta escrita por um dos chefes do crime organizado no Rio e endereçada a outros criminosos. Ao ser abordada, a advogada rasgou a carta em vários pedaços e acabou presa.

Após remontar a correspondência, a PF descobriu que o texto fazia alusão a crimes praticados por bandidos que integram facções e agradecia-os pela execução de rivais. O nome da advogada e do cliente não foram revelados. Na época, o delegado da PF em Cas­­cavel, Algacir Mikalovski, disse que seria aberto um inquérito para apurar se a advogada tinha mais clientes dentro do presídio.

Em novembro de 2007, um ano e meio após a inauguração do presídio federal no Paraná, duas mu­­lheres foram presas em Catanduvas acusadas de atuarem como mensageiras do traficante Luis Fer­­nando da Costa, o Fer­­nandinho Beira-Mar, e outros criminosos. A PF chegou a cumprir mandados de busca e apreensão em celas dos presídios de Catan­­duvas e Campo Grande (MS), onde encontrou cartas cifradas com indicação de movimentos financeiros da quadrilha. Jaqueline Kelly dos Santos Arantes, uma das supostas mensageiras, foi presa quando desembarcava de um ônibus oriundo de Campo Grande, cidade para onde Beira-Mar fora transferido quatro meses antes.

Armamento

Embora a queda de um helicóptero, derrubado por disparos de traficantes cariocas, tenha sido um fato inédito nos conflitos entre grupos criminosos e a polícia do Rio de Janeiro, a estrutura montada para garantir tal capacidade bélica não representa uma novidade. Armas com capacidade para derrubar helicópteros, aviões e carros blindados têm entrado ilegalmente no Brasil, via Paraguai, há pelo menos duas décadas.

O Paraná está na ponta desse negócio que tem como consumi­­dores finais os traficantes cariocas e quadrilhas paulistas que roubam bancos e carros fortes. No ano passado, policiais federais e patrulheiros rodoviários federais de Cascavel apreenderam uma metralhadora calibre ponto 50. A arma é usada pelo exército norte-americano no Afeganistão e no Iraque.

Em 2006, em Guaíra, a Polícia Federal apreendeu uma metralhadora dinamarquesa Madsen, calibre 7.62. A arma é usada para combates próximos desde a Primeira Guerra Mundial. Na mesma ocasião também foi apreendido um lança-ro­jão Rokcet HE 66 mm. Conhecido popularmente como "bazuca", o lança-rojão pode penetrar em alvos fortemente blindados que estejam a até 200 metros de distância.

A entrada via Paraguai não é a única maneira que grupos criminosos encontram de comprar armamento de uso restrito das forças armadas. Apreensões realizadas em morros cariocas mostram que muitas armas

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