| Átila Alberti/Tribuna do Paraná
| Foto: Átila Alberti/Tribuna do Paraná

Réus pela morte de um suspeito, o delegado Rubens Recalcatti e sua equipe foram postos em liberdade no início da tarde desta quinta-feira (4), horas depois de terem se apresentado. A Justiça havia expedido um mandado de prisão preventiva contra os agentes, mas o Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) concedeu uma liminar a um pedido de habeas corpus impetrado pela defesa do delegado e dos policiais.

A decisão que concedeu a liminar é do juiz substituto da 1.ª Câmara Criminal, Benjamin Acácio. A defesa de Recalcatti e dos policiais argumentou que a prisão dos agentes é ilegal e arbitrária. O delegado e os policiais acusados haviam se apresentado por volta das 8h30 à sede do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), onde passaram as poucas horas detidos.

“Pegaram os fatos, tentaram requentá-los e subverter a verdade. Isso foi detectado pelo desembargador”, disse o advogado dos acusados, Cláudio Dalledone Júnior. O delegado deve conceder uma entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira.

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Recalcatti, sete investigadores de sua equipe e Mauro Sidnei do Rosário sãoréus por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, crueldade e sem chance de defesa da vítima), abuso de autoridade e fraude processual. A prisão preventiva havia sido concedida pela Comarca de Rio Branco do Sul, a pedido do Ministério Público do Paraná (MP).

“Essa ordem [de prisão] tinha me surpreendido e surpreendido o próprio Judiciário. Não tem porque eles permanecerem presos. Decretar a prisão deles foi uma ousadia”, avaliou Dalledone Júnior.

A juíza Marina Lorena Pasqualotto, que determinou a prisão, ressaltou que os acusados estavam perseguindo testemunhas. Segundo a ordem de prisão, o próprio Recalcatti teria ameaçado um sobrinho do homem assassinado, sugerindo que ele afirmasse aos promotores que a morte ocorreu em um confronto. Em outubro do ano passado, o delegado e sua equipe chegaram a ficar preso por seis dias.

O delegado Recalcatti e sua equipe são acusados de terem executado Ricardo Geffer. Ele era um dos suspeitos de ter matado o ex-prefeito de Rio Branco do Sul, João Dirceu Nazzari, o “João da Brascal” – casado com uma prima de Recalcatti. Segundo as investigações, Geffer foi localizado e executado a tiros em plena luz do dia pela equipe do delegado. A vítima estaria ajoelhada e algemada quando foi atingida pelos disparos.

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